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Metodologia · v0.9 · em validação

Como a Crivum avalia, registra e publica.

A Crivum mostra o método em vez de pedir confiança. Quatro etapas, com papéis distintos, separam o que é automático, o que é humano e o que é editorial. Esta página descreve a versão atual da metodologia, ainda em validação.

As quatro etapas

Estruturar, avaliar, revisar e publicar. Cada etapa com o seu papel.

São quatro processos diferentes, e a Crivum os mantém separados. Estruturação não é avaliação. Avaliação automática não é veredito humano. E veredito não é publicação.

  1. 01

    Estruturação

    Assistida por modelos · você confirma

    Você traz o material no formato que tiver (texto, apresentação ou entrevista). O modelo organiza o conteúdo em título, achado, resumo e paper, e você revisa e ajusta tudo antes de seguir. Nada é avaliado sem a sua confirmação.

  2. 02

    Avaliação independente

    Automática · três leituras às cegas

    Três modelos de fronteira leem o trabalho de forma independente e às cegas, cada um atribuindo sua avaliação pelos mesmos critérios públicos. As três leituras são consolidadas por uma regra fixa, executada fora dos modelos. Os pesos e a calibração nunca são enviados aos modelos.

  3. 03

    Revisão humana

    Humana · veredito

    Quando há revisão humana, um profissional com formação e vivência na área analisa o trabalho e registra seu veredito. Ele pode validar o resultado, devolver o trabalho com apontamentos ou barrá-lo por questões de integridade.

    Os modelos medem. A revisão humana registra uma decisão. Ela não altera o score Crivum.

  4. 04

    Publicação e registro

    Editorial · você decide

    Aprovada para publicação, a obra pode receber uma página própria, referência citável e um registro com prova criptográfica independente. Publicar continua sendo uma escolha sua, feita depois de conhecer o resultado.

A banca

Três avaliações independentes, por modelos computacionais de fronteira.

Cada trabalho é lido por três modelos de fornecedores distintos, às cegas e em paralelo. Usar provedores diferentes reduz a dependência do viés de um único modelo. A leitura às cegas retira nome e instituição da avaliação.

Os modelos evoluem. Hoje, a banca utiliza as gerações atuais de:

Claude

Anthropic

GPT

OpenAI

Gemini

Google

As três avaliações são consolidadas por uma regra fixa, executada fora dos modelos. Os pesos da rubrica e a tabela que converte o resultado em faixas são públicos e versionados, e nunca são enviados aos modelos.

Quem faz o quê

Os papéis editoriais.

A avaliação automática cobre a maior parte do processo. Onde entra gente, cada papel tem nome e alçada definidos.

Avaliador

Avalia os trabalhos submetidos a um Call for Cases. Atua dentro da chamada, de acordo com os critérios definidos para ela, e sua decisão fica registrada nominalmente no histórico do trabalho.

Parecerista

Atua na revisão dos trabalhos enviados para publicação na Crivum. Entra por exceção, quando os três modelos divergem além do limite configurado, quando surge um alerta de integridade ou quando o autor contesta o resultado.

Comitê Editorial

É o grupo responsável por um Call for Cases e pelos respectivos anais. Aprova a adesão dos avaliadores daquela chamada. No futuro, cada revista temática terá seu próprio Comitê Editorial.

Conselho Editorial

É a autoridade máxima da Crivum. Aceita os pareceristas, valida os Calls for Cases e cria os temas e as revistas.

O resultado

O que o score significa.

A avaliação resulta em um valor de 0 a 100 (nota), calculada por critérios públicos, uma faixa de qualidade (tier) de nível global e, quando o tipo de obra comporta essa classificação, um nível acadêmico (grau) de referência.

O código compacto reúne essas informações em uma única leitura. É uma forma rápida de apresentar o resultado, sem pretensão de funcionar como selo de prestígio.

Crivum MA85
  • Grau · referência acadêmica, de técnico a pós-doc, quando aplicável.
  • Tier · escala comparativa de qualidade dentro do tipo de obra.
  • Score · nota de 0 a 100 calculada pela rubrica.
  • Obra ilustrativa.

De forma ilustrativa, um rigoroso e impecável trabalho de graduação não apresenta os mesmos elementos esperados de um de doutorado. Trabalhos de mesmo nível, por exemplo doutorado, podem ser compatíveis com a publicação em uma revista Nature, candidatos a um Prêmio Nobel ou adequados com uma publicação de menor expressividade. Dois trabalhos de mesmo grau e escala podem receber diferentes notas, um com 81 e outro com 84, a depender de ajustes que precisam ser feitos em metodologia ou amplitude de ineditismo.

Reprodutibilidade

"Mesma obra, mesma medida."

Modelos generativos, assim como humanos, também podem variar de uma execução para outra. Por isso, a medida não fica solta. A nota é calculada uma vez e travada para aquela versão.

O mesmo trabalho, sem alteração, ao ser resubmetido, não recebe uma nova medição. Ninguém, nem mesmo a Crivum, reedita um score depois de registrado.

  • A rubrica, os pesos e a tabela de faixas são versionados, e cada rodada registra a versão utilizada na medição.
  • A recalibração dos critérios nunca é retroativa e não altera notas já atribuídas.
  • Uma nova versão do trabalho gera uma nova rodada e um novo registro, preservados lado a lado com o anterior.

Registro e prova

Um registro que um terceiro consegue conferir.

Cada obra publicada recebe um registro permanente com prova criptográfica independente.

Jargão à parte, isso significa que, ao publicar, geramos uma impressão digital do conteúdo avaliado, o hash, e o registramos de forma pública e datada. Qualquer pessoa pode verificar, a partir da página da obra, que aquele conteúdo existia naquela data e não foi alterado posteriormente, sem depender da Crivum.

A prova criptográfica garante autoria datada e integridade do conteúdo registrado. Ela não julga seu mérito, nem expõe conteúdo sensível, já que você pode optar por apenas registrar, sem publicar.

Quem revisa

Nomes respeitados, com trajetória reconhecida.

A revisão humana é priorizada para profissionais com formação avançada e vivência profissional em área próxima da obra, evitando dentro do possível, como em revistas ou periódicos científicos convencionais, o conflito de interesse com aquilo que avaliam.

Dentro de um Call for Cases, esse papel cabe aos Avaliadores da chamada. Fora deles, aos Pareceristas da plataforma.

O Conselho Editorial responde pela credibilidade da Crivum e recebe as candidaturas de Pareceristas. A composição desses grupos é pública para os profissionais que optarem por exibir seus perfis e é revista periodicamente por desempenho.

Ver o Conselho Editorial · Ver os pareceristas · Candidatar-se

Metodologia v0.9 · em validação, junho de 2026. Esta página descreve a versão atual do método e será atualizada por meio de changelog público. A redação dos termos relativos a registro e prova é provisória e permanece em validação.

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