Corpo de avaliação
Quem julga o caso difícil precisa ter vivido o setor.
Chega à Crivum trabalho aplicado que ninguém do campo leu. Três modelos de referência medem cada obra pelos mesmos critérios, publicados antes de o autor escrever. A medição é firme e vale igual para todo mundo, em qualquer chamada.
O que ela não fecha sozinha é o caso raro, quando as leituras discordam entre si ou quando alguma coisa no trabalho não bate. Esse caso pede alguém que conhece o setor por dentro.
O que você faz
A leitura humana atua por exceção. Ela entra quando as avaliações divergem além do limite definido, quando aparece um alerta de integridade ou quando o autor contesta o resultado.
O trabalho chega até você já avaliado, com a estrutura destacada e as três leituras lado a lado. Você valida o resultado, devolve ao autor com apontamentos ou veta a publicação. A pontuação segue como saiu da consolidação, porque ninguém na casa edita esse número.
Dentro de um Call for Cases o papel muda de nome e de ritmo. Você é avaliador da chamada, lê os cases submetidos e o volume se concentra em poucas semanas. Fora de chamada você é parecerista da plataforma e a fila costuma ficar vazia por semanas inteiras.
Trabalho da sua organização não entra na sua fila. A gente usa o vínculo que você declara no cadastro para tirar esses casos da distribuição antes que eles cheguem até você. O que ainda não foi publicado fica entre você e a casa.
Vale titulação acadêmica e vale igualmente tempo de prática. Quem toca inovação numa indústria há dez anos lê um relato de caso melhor do que quase todo mundo.
O que fica com você
Sua decisão fica registrada em seu nome no histórico do trabalho, e esse histórico não é apagado nem reescrito. Quando o seu endosso é o definitivo, seu nome aparece na página pública da obra, que é permanente e pronta para citação.
Se você quiser, seu perfil entra na página pública de quem faz a revisão humana da Crivum, com foto, cargo e trajetória. Essa página é opcional, você decide se aparece e sai dela quando quiser.
Cada obra que passa pelo seu crivo entra na sua contagem de prestígio, que aparece ao lado do seu nome na plataforma. O número conta obras. Ninguém recebe nota.
E tem o que não cabe em selo nenhum. Você lê, antes de qualquer um, o que está sendo feito de verdade no seu setor.
O que isso toma de você
A função não é remunerada. Não há pagamento em dinheiro e a gente prefere dizer isso na porta do que deixar você descobrir depois.
O que existe em troca é o crédito nominal no histórico de cada obra que passa por você, a página pública opcional, a contagem de prestígio ao lado do seu nome e a leitura antecipada do que está sendo feito no seu setor.
Numa chamada aberta, espere de três a cinco casos na sua fila. Fora de chamada, contar com semanas sem nada é o mais provável.
A gente acompanha tempo de resposta e concordância nos casos lidos por mais de uma pessoa, e você enxerga os mesmos números que a equipe enxerga. Quando não for a sua hora, é só avisar, e a gente chama você na próxima.
Aonde isso pode levar
Esse caminho ainda não existe hoje. Quando uma área juntar gente e obra suficientes, ela pode ganhar uma revista temática própria, com editor escolhido entre quem já tem histórico de leitura aqui dentro.
Fica escrito para você saber aonde a função pode chegar. A gente não vende o que não tem.
Como entrar
- 1Você conta a sua área e a sua experiência aqui embaixo.
- 2O Conselho Editorial confere o perfil, o que costuma levar alguns dias.
- 3Havendo necessidade aberta na sua área, o convite chega por e-mail, e o aceite leva um minuto.
Se não houver chamada aberta para a sua área agora, seu cadastro fica guardado e vale para as próximas. A gente avisa nos dois sentidos, quando houver encaixe e quando não houver.