Barragem Compliance Monitor
Rogerio Maia prestígio (1)
Avaliação por modelos + Supervisão Editorial.
Aceite provisório
Registro já válido e público — número, score e prova congelados. Em revisão complementar do comitê; um endosso o torna definitivo, e o número não muda.
Sistema transforma registros dispersos de barragens em divergências rastreáveis para apoiar decisões regulatórias.
Resumo executivo
O material apresenta o Barragem Compliance Monitor (BCM), uma abordagem/produto para adquirir dados de múltiplas fontes, identificar entidades, aplicar regras versionadas, sinalizar divergências e registrar tratamentos com rastreabilidade. O escopo é delimitado à coerência informacional e ao apoio à decisão, sem prometer certificação jurídica, atestado de segurança física ou substituição da autoridade técnica competente.
A proposta parte de experiência aplicada pela Optimum no contexto da Vale S.A., envolvendo dados de sistemas regulatórios e internos, e organiza os aprendizados em uma arquitetura funcional com aquisição, normalização, correlação, comparação, classificação de divergências, governança de regras e revisão humana quando necessária. O BCM é apresentado como alternativa a processos manuais, planilhas, BI genérico e GRC genérico, destacando o diferencial de regras de domínio, histórico de decisões e rastreabilidade por regra e tratamento.
Paper completo
Entre para baixar o PDF registrado[slide 1] BARRAGEM COMPLIANCE MONITOR Material técnico baseado em aplicação prática no contexto da Vale S.A.
[slide 2] BCM | BANCA TÉCNICA Tese técnica verificável 02 O BCM estrutura como produto uma abordagem já aplicada pela Optimum no contexto da Vale S.A.: transformar registros de fontes distintas em divergências explicáveis, tratáveis e rastreáveis. 01 Adquirir o dado 02 Identificar a entidade 03 Aplicar a regra 04 Sinalizar a divergência 05 Registrar o tratamento Critério de sucesso: cada alerta precisa indicar origem, regra, versão, resultado e evidência de tratamento.
[slide 3] BCM | BANCA TÉCNICA Problema delimitado 03 Fragmentação Informações relativas à mesma barragem podem estar distribuídas em sistemas regulatórios, controles internos, documentos e registros profissionais. Heterogeneidade Nomes, formatos, códigos, unidades, datas e periodicidades podem impedir uma comparação direta entre fontes. Visibilidade tardia Sem um processo recorrente, a divergência pode permanecer desconhecida até uma conferência, prestação de contas ou fiscalização. O escopo inicial trata coerência informacional. Segurança física, estabilidade geotécnica e parecer técnico permanecem fora deste recorte.
[slide 4] BCM | BANCA TÉCNICA Significado operacional de conformidade 04 No BCM Estado observado a partir de regras parametrizadas sobre dados, obrigações e evidências dentro do escopo contratado. O resultado pode ser: coerente, divergente ou requer validação especializada. Fora da promessa Certificação jurídica, atestado de segurança da estrutura, substituição do responsável técnico, inspeção de campo ou garantia de inexistência de não conformidade. O BCM produz sinais e rastreabilidade para apoiar decisões. A autoridade técnica e regulatória permanece com os responsáveis competentes.
[slide 5] BCM | BANCA TÉCNICA Arquitetura funcional 05 01 Fontes externas e internas 02 Aquisição e proveniência 03 Modelo de dados regulatórios 04 Motor de regras 05 Gestão de divergências Saída para gestão Alertas, status, criticidade, pendências, responsáveis, prazos e histórico. Saída para análise Dados normalizados, regras aplicadas, conflitos entre fontes e trilha da decisão.
[slide 6] BCM | BANCA TÉCNICA Aquisição por capacidade da fonte 06 MECANISMO OPERAÇÃO DEPENDÊNCIA API ou serviço estruturado Automação direta Autenticação, limite e disponibilidade Arquivo exportável Importação programada Formato e periodicidade Portal sem interface estável Extração tecnicamente permitida Mudança de tela e indisponibilidade Documento ou evidência manual Coleta assistida Intervenção e validação humana Cada integração precisa declarar fonte, forma de acesso, periodicidade, latência esperada e procedimento de contingência.
[slide 7] BCM | BANCA TÉCNICA Pipeline de reconciliação 07 01 Coletar 02 Identificar 03 Normalizar 04 Correlacionar 05 Comparar 06 Classificar Identificar Determinar qual estrutura o registro representa. Normalizar Converter formato, unidade ou vocabulário sem apagar o valor original. Correlacionar Estabelecer que registros de fontes distintas representam a mesma entidade. Comparar Executar um critério explícito e reproduzível. Classificar Separar coerência, divergência e situação que exige validação.
[slide 8] BCM | BANCA TÉCNICA Experiência prática: aplicação no contexto da Vale S.A. 08 A abordagem que sustenta o BCM resulta de trabalho realizado pela Optimum em ambiente empresarial real. Contexto aplicado 152 estruturas geotécnicas / barragens dados do sistema SIGBM, SIGIBAR e Sistema Interno. O escopo era definido por amostragem, alternando barragens e alternando também campos. Eram necessários 3 dias, sendo 2 dias de 1 profissional júnior para coleta de dados e 1 dia de 1 profissional sênior para análise e validação. Trabalho executado 152 estruturas geotécnicas / barragens 44 campos dos sistemas SIGBM, SIGIBAR e Sistema Interno. Análise dos sistemas fonte, construção de ferramentas de RPA para c oleta dinâmica de todos os dados, de todas as estruturas em todos os sistemas que não permitiam exportação direta , análise de coerência de campos entre as múltiplas fontes, análise de correlações entre campos, analise de correlação de dados nos campos e construção de uma POC utilizando VBA para analisar dinamicamente todas as divergências. Encontradas 419 divergências , sendo 54 em campos considerados críticos. Exemplo Método Construtivo, Dano Potencial, Nível de Emergência e Categoria de Risco A partir da 1º avaliação, foi estabelecido o processo com recorrência mensal, com o intuito de apresentar o KPI de Aderência entre sistemas. Aprendizado incorporado Alta indisponibilidade dos sistemas de órgãos fiscalizados Mudanças e atualizações frequentes nos sistemas de órgãos fiscalizadores Campos que permitem comparação direta e outros necessitam de higienização Campos que necessitam de equivalência de dados e/ou aplicação de regra de conversão E xceções requerem validação humana Algumas divergências são inconsistências internas e devido a compreensão da fase do ciclo de vida em que a barragem se encontra Existem campos não editáveis pelo empreendedor, sendo necessário a elaboração de ofício. Logo, existe a necessidade de validação se a alteração foi realizada
[slide 9] BCM | BANCA TÉCNICA Critérios operacionais das regras 09 Completude Campo obrigatório ausente segundo escopo e vigência Correspondência Registro sem par ou com correlação abaixo do limiar aprovado Coerência Valores incompatíveis após normalização e tolerância Temporalidade Atualização ausente, vencida ou fora da janela esperada Autoridade Valor conflitante sem aplicação da precedência definida Evidência Tratamento sem registro suficiente para reconstituição
[slide 10] BCM | BANCA TÉCNICA Autoridade da fonte e conflitos 10 A divergência identifica o conflito. A governança define qual valor deve orientar a ação. 01 Atributo avaliado 02 Fonte e data do valor 03 Regra de precedência 04 Exceções e vigência 05 Decisão registrada Registro mínimo Entidade, atributo, valor original, valor normalizado, fonte, data de coleta, regra aplicada, versão, resultado, decisão, responsável e evidência.
[slide 11] BCM | BANCA TÉCNICA Governança do ciclo de regras 11 01 Mudança normativa 02 Análise de impacto 03 Especificação da regra 04 Homologação 05 Publicação versionada 06 Monitoramento Responsabilidade regulatória Especialista interpreta a obrigação, o escopo e a vigência. Responsabilidade do produto Equipe traduz a decisão em regra testável, controla versão e implantação. Responsabilidade do cliente Dono do processo homologa impacto, exceções e forma de tratamento. Nenhuma regra muda silenciosamente. A versão aplicada precisa permanecer associada ao alerta produzido.
[slide 12] BCM | BANCA TÉCNICA BCM e abordagens alternativas 12 Abordagem Comparação recorrente Regras de domínio Rastreabilidade Limitação principal Processo manual Possível Dependem da equipe Variável Escala e continuidade Planilha Parcial Configuráveis Limitada Controle de versão e evidência BI genérico Sim Precisam ser modeladas Boa para análise Não entrega semântica regulatória pronta GRC genérico Parcial Configuráveis Boa Integração e modelo específicos BCM proposto Sim Nativas do domínio Por regra e tratamento Exige implantação e governança contínua O BCM pode usar Power BI como camada de visualização. O diferencial esperado está no modelo, nas regras e no histórico de decisões.
[slide 13] BCM | BANCA TÉCNICA Revisão humana permanece indispensável 13 Validação semântica Correlação ambígua, nomenclatura divergente ou ausência de chave confiável. Conflito de autoridade Fontes oficiais ou internas apresentam valores incompatíveis e a precedência não resolve o caso. Interpretação regulatória A obrigação depende de contexto, exceção, transição normativa ou avaliação jurídica. Evidência insuficiente O sistema detecta o sinal, mas o encerramento exige documento, inspeção ou manifestação profissional. Princípio operacional: automatizar a conferência repetível e encaminhar o julgamento para a pessoa competente.
[slide 14] BCM | BANCA TÉCNICA Riscos técnicos e controles previstos 14 Acesso indisponível Fila, retentativa, alerta de atraso e operação assistida Mudança no formato Monitoramento do conector, teste e versionamento Falso positivo Limiar, classificação e validação especializada Falso negativo Cobertura medida, testes com casos conhecidos e revisão amostral Acesso indevido Menor privilégio, segregação, autenticação e auditoria Alteração do histórico Registro imutável ou controlado, hash e trilha de alteração Privacidade e segurança devem ser detalhadas conforme a arquitetura real, o ambiente do cliente e a classificação dos dados.
[slide 15] BCM | BANCA TÉCNICA Da experiência executada ao produto BCM 16 Capacidade Experiência Vale Produto BCM Evidência disponível Aquisição de dados Aplicada Incorporada Bases de dados das múltiplas fontes Higienização e normalização Aplicada Incorporada Base de dados normalizada Correlação de registros Aplicada Incorporada Base de dados de correlações Comparação entre fontes Aplicada Incorporada Base de dados unificada de todas as fontes consumidas Identificação de divergências Aplicada Incorporada Base de dados unificada contendo os dados originais, dados após aplicação de regras e apresentação de divergências Análise e tratamento Aplicada Incorporada Base de dados unificada contendo os dados originais, dados após aplicação de regras e apresentação de divergências Rastreabilidade Aplicada Incorporada Registro das comparações realizados com histórico de versão e responsável Gestão contínua de regras Aplicada Incorporada Armazenamento histórico com todos inputs e outputs be m como indicador por compilação realizaa A experiência comprova o processo. A industrialização como produto exige documentação, versionamento, segurança e operação recorrente.
[slide 16] BCM | BANCA TÉCNICA Fundamentação e rastreabilidade normativa 17 Base regulatória inicial Política Nacional de Segurança de Barragens : Lei nº 12.334/2010 / Lei nº 14.066/2020 / DECRETO FEDERAL Nº11.310/2022 / Resolução Normativa (REN) nº 1.064 / Portaria DNPM Nº 70.389/2017 e Lei nº 12.846/2013 Governança de dados DAMA-DMBOK como referência de governança, qualidade, metadados, integração, segurança e responsabilidades sobre os dados. Matriz normativa necessária Obrigação, norma, artigo, vigência, entidade, atributo, fonte, regra, criticidade e evidência esperada. Documentação por integração Responsável pela fonte, campos disponíveis, método de acesso, autenticação, periodicidade, limites e contingência. A versão final deve validar cada referência com o especialista regulatório e a documentação oficial vigente.
Notas do apresentador. Referências consultadas em 15/09/2026: https://www4.planalto.gov.br/legislacao/portal-legis/legislacao-1/leis-ordinarias/2020-leis-ordinarias ; https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens ; https://dama.org/learning-resources/dama-data-management-body-of-knowledge-dmbok/ ; https://portal1.snirh.gov.br/ana/apps/webappviewer/index.html?id=cc54c3e9f6d54c4a8b5d52118ebca11f
[slide 17] BCM | BANCA TÉCNICA Modelo de entrada recomendado 18 1. Assessment Mapear fontes, obrigações, atributos, qualidade dos dados, integrações possíveis e o processo atual de conferência. 2. Aplicação orientada Adaptar a abordagem validada na experiência da Vale ao contexto, às fontes e às regras específicas do novo cliente. 3. Operação progressiva Ampliar fontes e regras após homologação, estabelecer responsáveis e operar o ciclo contínuo de atualização. Entregável imediato para evolução do produto Matriz Capacidade × Evidência + Caso demonstrável + Matriz Divergência × Norma × Ação
[slide 18] QUESTÃO PARA A BANCA Como transformar uma experiência prática no contexto da Vale S.A. em um produto replicável, governado e mensurável? A avaliação técnica deve examinar quatro pontos: 01 evidências autorizadas da aplicação realizada 02 qualidade das regras e critérios 03 limites da automação e revisão humana 04 replicabilidade e métricas do produto Barragem Compliance Monitor
Como citar
MAIA, Rogerio. Barragem Compliance Monitor. Crivum, 2026. Disponível em: https://crivum.org/p/19lmsoqr.
Maia, R. (2026). Barragem Compliance Monitor. Crivum. https://crivum.org/p/19lmsoqr
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