Living Lab CRIOS-UFRJ: Transformando o campus universitário em ambiente real de experimentação para inovações sustentáveis
Carlos Eduardo Silva prestígio (1)
Avaliação por modelos + Supervisão Editorial.
Aceite provisório
Registro já válido e público — número, score e prova congelados. Em revisão complementar do comitê; um endosso o torna definitivo, e o número não muda.
Campus da UFRJ em Macaé vira laboratório vivo para testar soluções sustentáveis antes de levá-las a escolas, empresas e cidades.
Resumo executivo
O trabalho apresenta o Living Lab CRIOS-UFRJ, instalado na Cidade Universitária de Macaé, como uma infraestrutura permanente de inovação aplicada voltada à experimentação, demonstração e validação de soluções sustentáveis em condições reais. Integrado ao CRIOS, o modelo conecta pesquisadores, estudantes, startups, parceiros externos e comunidade em torno de desafios de energia, água, resíduos, soluções baseadas na natureza, monitoramento ambiental, educação ambiental e empreendedorismo.
O case enfatiza que o campus universitário pode reduzir a distância entre pesquisa, prototipagem e aplicação ao funcionar como território de teste, aprendizagem e demonstração. Entre as iniciativas citadas estão geração solar fotovoltaica, Ecoponto Inteligente, captação de água da chuva, irrigação inteligente, jardim de chuva, telhado verde, wetland construído, estação meteorológica e reaproveitamento de resíduos. O material também destaca o potencial de replicação do modelo em outros campi, escolas, municípios, empresas e comunidades.
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Living Lab CRIOS-UFRJ Transformando o campus universitário em ambiente real de experimentação para inovações sustentáveis
Living Lab CRIOS-UFRJ, Cidade Universitária de Macaé – Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Proponente Carlos Eduardo Lopes da Silva Diretor Executivo CRIOS UFRJ – Centro de Referência em Inovação para Operações Sustentáveis Chamada MIT-ANPEI Brazil Summit 2026 Call for Cases · São Paulo · 8 de outubro de 2026
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01 RESUMO EXECUTIVO
O campus como infraestrutura de inovação O Living Lab CRIOS-UFRJ transforma a Cidade Universitária de Macaé em um ambiente real de experimentação, demonstração e validação de soluções inovadoras para desafios de sustentabilidade. Integrado ao CRIOS, conecta pesquisadores, estudantes, startups e parceiros externos, aproximando o conhecimento científico e tecnológico produzido na universidade de situações concretas de aplicação.
O espaço reúne iniciativas em áreas como energia renovável, gestão de resíduos e economia circular, recursos hídricos, saneamento, monitoramento ambiental e soluções baseadas na natureza. Entre as experiências implantadas ou em desenvolvimento estão geração de energia solar, Ecoponto Inteligente, captação de água da chuva, irrigação inteligente, jardim de chuva, telhado verde, wetland construído, estação meteorológica e projetos de reaproveitamento de resíduos. Essas soluções utilizam o próprio campus como território de teste, permitindo acompanhar seu funcionamento, gerar aprendizagem, promover atividades de ensino e extensão e demonstrar tecnologias para a comunidade e potenciais parceiros.
Mais do que concentrar projetos sustentáveis em um mesmo espaço, o Living Lab estabelece uma infraestrutura permanente para inovação aplicada, na qual diferentes soluções podem ser desenvolvidas, testadas e aperfeiçoadas em condições reais. Ao articular essa capacidade de experimentação às demais estruturas do CRIOS, o modelo cria caminhos para que tecnologias desenvolvidas na universidade avancem da pesquisa e da prototipagem para a demonstração, validação e futura aplicação em outros contextos.
Proposta de valor
Transformar o campus universitário em uma plataforma de inovação aberta, conectando pesquisa, tecnologia e aplicação real em um ambiente que funciona simultaneamente como laboratório, espaço de aprendizagem, vitrine de soluções e território de validação, com potencial de replicação em escolas, empresas, municípios e outros campi.
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Visão do complexo CRIOS e da área destinada à experimentação no campus.
02 O DESAFIO
Da pesquisa à aplicação: o “vale” da experimentação Universidades produzem conhecimento, protótipos e tecnologias, mas muitas soluções enfrentam uma etapa crítica entre o desenvolvimento acadêmico e a adoção: faltam ambientes acessíveis onde possam ser testadas em condições reais, observadas por usuários, comparadas, ajustadas e demonstradas a parceiros externos.
Esse desafio é particularmente relevante para soluções de sustentabilidade, cujo desempenho depende de condições territoriais, comportamento humano, infraestrutura existente e interação entre diferentes sistemas. O Living Lab foi estruturado para reduzir essa distância, oferecendo um território de experimentação conectado ao ecossistema de inovação do CRIOS.
O problema atacado ● Fragmentação entre pesquisa, prototipagem, demonstração e aplicação.
● Dificuldade de validar soluções sustentáveis em ambiente real antes de sua expansão.
● Baixa visibilidade de tecnologias universitárias para comunidade, empresas e poder público.
● Necessidade de integrar ensino, pesquisa, extensão e empreendedorismo em torno de desafios concretos.
Hipótese de inovação Se o campus for tratado como um ambiente vivo de experimentação, tecnologias e práticas sustentáveis podem ser testadas mais cedo, aprender com usuários reais e gerar evidências para replicação em outros territórios.
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03 A SOLUÇÃO
Um Living Lab integrado ao CRIOS
Estrutura física do Living Lab inserida no ambiente de inovação do CRIOS.
O Living Lab é uma das unidades do ecossistema CRIOS. O CRIOS exerce a função de articulação e governança entre suas capacidades de inovação; o Living Lab concentra a dimensão de experimentação em contexto real. Essa distinção permite combinar infraestrutura, pesquisa, empreendedorismo, formação e demonstração sem reduzir o Living Lab a um espaço físico isolado.
Como o modelo funciona
1. Seleção e conexão Projetos, pesquisas e soluções são conectados a
desafios observáveis no campus.
2. Implantação Protótipos, sistemas ou práticas são instalados em
contexto real, com interação com usuários e infraestrutura.
3. Aprendizagem A operação gera observações, dados, ajustes técnicos,
aprendizagem e atividades de ensino e extensão.
4. Demonstração e escala Resultados e soluções podem ser apresentados a
parceiros e adaptados para escolas, cidades, empresas ou outros campi.
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04 PORTFÓLIO DE EXPERIMENTAÇÃO
Sustentabilidade testada no cotidiano O portfólio reúne projetos em diferentes estágios de maturidade, articulando infraestrutura ambiental, tecnologias digitais, soluções baseadas na natureza, circularidade e educação. Entre as iniciativas já incorporadas ou associadas ao Living Lab estão:
Resíduos e circularidade Ecoponto Inteligente / Eco.UFRJ Lixo Zero; EcoLoop;
Remelixo; Pegada Positiva; Reutilizar e Construir.
Água e cidades resilientes Jardim Esponja; captação de água de chuva; IrrigaSol;
wetland construído / saneamento ecológico.
Energia e clima Geração solar fotovoltaica; estação meteorológica e monitoramento ambiental.
Natureza e restauração Telhado verde; Árvore-ser e experiências de restauração/agrofloresta.
Educação e engajamento Maré Consciência, Meninas no Clima da Ciência e ações demonstrativas abertas à comunidade.
Ecoponto e área de educação ambiental: resíduos, circularidade e aprendizagem em ambiente real.
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05 TECNOLOGIA E LASTRO INOVADOR
Tecnologia como parte do território O lastro tecnológico do Living Lab não está concentrado em uma única solução. Ele emerge da combinação entre tecnologias físicas, digitais e ambientais implantadas no campus e acompanhadas em uso real. A infraestrutura torna visíveis tecnologias que, em condições tradicionais, permaneceriam restritas a laboratórios ou projetos acadêmicos.
● Sistemas fotovoltaicos integrados à infraestrutura do CRIOS e do Living Lab.
● Sensores, controladores e automação aplicados a irrigação e monitoramento.
● Estações meteorológicas e geração de dados ambientais em articulação com o território.
● Soluções baseadas na natureza para drenagem, conforto térmico, biodiversidade e saneamento.
● Sistemas de gestão e rastreabilidade de resíduos, com possibilidade de gamificação e conexão com cooperativas.
● Protótipos e materiais desenvolvidos a partir de reaproveitamento de resíduos.
Área demonstrativa do Living Lab: infraestrutura, soluções sustentáveis e atividades com estudantes.
Diferencial A tecnologia não é apenas exibida: ela é incorporada ao cotidiano do campus, onde pode ser observada, utilizada, ensinada, ajustada e demonstrada.
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06 RESULTADOS E EVIDÊNCIAS
O que já mudou — e o que precisa ser medido O Living Lab já consolidou uma infraestrutura física de experimentação, reuniu um portfólio multidisciplinar de soluções e passou a receber atividades acadêmicas, visitas técnicas e ações de educação ambiental. As imagens registram o uso do espaço por estudantes e grupos visitantes, evidenciando sua função de demonstração e aprendizagem.
Visita acadêmica ao Ecoponto: o espaço funciona também como ambiente de aprendizagem e demonstração.
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07 COLABORAÇÃO E REPLICABILIDADE
Um modelo que pode ser reproduzido O Living Lab foi concebido como um ambiente aberto e colaborativo de inovação, no qual diferentes atores se conectam em torno de desafios reais do território. Pesquisadores, estudantes, startups, laboratórios, gestores universitários, empresas, cooperativas, escolas e poder público podem participar desde a identificação dos problemas até o desenvolvimento, experimentação, validação e disseminação das soluções. Essa diversidade permite combinar conhecimento científico, capacidade tecnológica, experiência de usuários e demandas concretas em um mesmo ambiente de experimentação.
Princípios replicáveis ● Utilizar o campus como território de experimentação, aproveitando infraestrutura, usuários e desafios já existentes para testar soluções em condições reais.
● Estabelecer uma governança integradora, responsável por conectar projetos, competências e parceiros. Na UFRJ Macaé, essa função é exercida pelo CRIOS.
● Organizar as iniciativas a partir de desafios, favorecendo abordagens multidisciplinares e a integração entre diferentes áreas do conhecimento.
● Associar experimentação a ensino, pesquisa e extensão, transformando cada solução também em oportunidade de aprendizagem, produção de conhecimento e interação com a sociedade.
● Incorporar monitoramento e indicadores, gerando evidências sobre desempenho, impacto e possibilidades de aperfeiçoamento das soluções.
● Planejar a escala desde a experimentação, identificando possibilidades de transferência e adaptação para escolas, empresas, municípios, comunidades e outros campi universitários.
Potencial de escala O principal elemento replicável do Living Lab não é sua configuração física, mas o modelo de utilização do campus como infraestrutura de inovação. Universidades e centros de pesquisa podem adaptar essa abordagem às suas próprias características, mobilizando espaços, laboratórios, competências e projetos já existentes para constituir ambientes de experimentação conectados a desafios locais.
Nesse sentido, a escala pode ocorrer em duas dimensões complementares: pela replicação do modelo de Living Lab em outros campi e instituições e pela transferência das soluções validadas para outros contextos. Escolas, municípios, empresas e comunidades podem, assim, tornar-se novos territórios de aplicação, permitindo que tecnologias inicialmente experimentadas no ambiente universitário ampliem seu alcance e impacto.
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08 PRÓXIMOS PASSOS
Da demonstração à plataforma territorial de inovação A próxima etapa do Living Lab é fortalecer sua capacidade de gerar evidências comparáveis, acompanhar a evolução tecnológica dos projetos e ampliar a conexão com desafios externos. O objetivo é fazer do campus não apenas um local de demonstração, mas uma plataforma contínua de inovação aplicada, com ciclos de teste, aprendizagem, validação e replicação.
Agenda de evolução 2026–2027
1) consolidar indicadores comuns; 2) ampliar instrumentação e coleta de dados; 3) estruturar protocolos de
entrada e acompanhamento de projetos; 4) intensificar desafios com empresas e poder público; 5) documentar replicações e transferência das soluções; 6) ampliar a comunicação dos resultados.
Aderência ao MIT-ANPEI Brazil Summit 2026 O case dialoga diretamente com os eixos de articulação entre academia, empresas, startups e governo, transição verde, energia, dados e geração de valor. Seu principal aprendizado é organizacional e tecnológico: universidades podem acelerar a passagem do conhecimento à aplicação quando transformam seus próprios territórios em infraestruturas abertas de experimentação.
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09 INFORMAÇÕES DO CASE
Living Lab CRIOS-UFRJ Instituição Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Unidade / ambiente CRIOS – Centro de Referência em Inovação para Operações Sustentáveis Local Cidade Universitária de Macaé, Rio de Janeiro Natureza do case Living Lab universitário para experimentação, demonstração e validação de inovações sustentáveis Áreas Sustentabilidade, energia, água, resíduos, soluções baseadas na natureza, tecnologias digitais, educação ambiental e empreendedorismo Coordenação Prof. Carlos Eduardo Lopes da Silva Submissão Call for Cases – MIT-ANPEI Brazil Summit 2026 Parceiros e financiadores FAPERJ, FINEP e Parque Tecnológico da UFRJ - Edital de Projetos Especiais 2024
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[conteúdo visual do documento] [página 1] Legenda da imagem: “Living Lab CRIOS-UFRJ, Cidade Universitária de Macaé – Universidade Federal do Rio de Janeiro.”
Quadro inferior:
- Proponente
Carlos Eduardo Lopes da Silva Diretor Executivo CRIOS UFRJ – Centro de Referência em Inovação para Operações Sustentáveis
- Chamada
MIT-ANPEI Brazil Summit 2026 Call for Cases · São Paulo · 8 de outubro de 2026
[página 3] Legenda da imagem: “Visão do complexo CRIOS e da área destinada à experimentação no campus.”
- “crios” / “crios-” em placa na fachada.
[página 5] Legenda da imagem: “Estrutura física do Living Lab inserida no ambiente de inovação do CRIOS.”
- “crios-” em parede/fachada.
Tabela — “Como o modelo funciona”:
| 1. Seleção e conexão | Projetos, pesquisas e soluções são conectados a desafios observáveis no campus. | |---|---|
| | 2. Implantação | Protótipos, sistemas ou práticas são instalados em contexto real, com interação com usuários e infraestrutura. | |
|---|---|
| | 3. Aprendizagem | A operação gera observações, dados, ajustes técnicos, aprendizagem e atividades de ensino e extensão. | |
| | 4. Demonstração e escala | Resultados e soluções podem ser apresentados a parceiros e adaptados para escolas, cidades, empresas ou outros campi. | |
[página 6] Tabela:
| Resíduos e circularidade | Ecoponto Inteligente / Eco.UFRJ Lixo Zero; EcoLoop; Remelixo; Pegada Positiva; Reutilizar e Construir. | |---|---|
| | Água e cidades resilientes | Jardim Esponja; captação de água de chuva; IrrigaSol; wetland construído / saneamento ecológico. | |
|---|---|
| | Energia e clima | Geração solar fotovoltaica; estação meteorológica e monitoramento ambiental. | |
| | Natureza e restauração | Telhado verde; Árvore-ser e experiências de restauração/agrofloresta. | |
| | Educação e engajamento | Maré Consciência, Meninas no Clima da Ciência e ações demonstrativas abertas à comunidade. | |
Legenda da imagem: “Ecoponto e área de educação ambiental: resíduos, circularidade e aprendizagem em ambiente real.”
- Há textos em painéis do Ecoponto, porém não estão legíveis na resolução fornecida.
[página 7]
- “crios-” em parede/fachada.
Legenda da imagem: “Área demonstrativa do Living Lab: infraestrutura, soluções sustentáveis e atividades com estudantes.”
[página 8] Legenda da imagem: “Visita acadêmica ao Ecoponto: o espaço funciona também como ambiente de aprendizagem e demonstração.”
- Há textos em placas/painéis do Ecoponto, porém estão parcialmente ilegíveis na resolução fornecida.
- Trecho legível/parcial: “Ecoponto...” em placa azul.
[página 10] Imagem inferior: sem texto legível adicional.
[página 11] Tabela de informações:
| Instituição | Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ | |---|---|
| | Unidade / ambiente | CRIOS – Centro de Referência em Inovação para Operações Sustentáveis | |
|---|---|
| | Local | Cidade Universitária de Macaé, Rio de Janeiro | |
| | Natureza do case | Living Lab universitário para experimentação, demonstração e validação de inovações sustentáveis | |
| | Áreas | Sustentabilidade, energia, água, resíduos, soluções baseadas na natureza, tecnologias digitais, educação ambiental e empreendedorismo | |
| | Coordenação | Prof. Carlos Eduardo Lopes da Silva | |
| | Submissão | Call for Cases – MIT-ANPEI Brazil Summit 2026 | |
| | Parceiros e financiadores | FAPERJ, FINEP e Parque Tecnológico da UFRJ - Edital de Projetos Especiais 2024 | |
Como citar
SILVA, Carlos Eduardo. Living Lab CRIOS-UFRJ: Transformando o campus universitário em ambiente real de experimentação para inovações sustentáveis. Crivum, 2026. Disponível em: https://crivum.org/p/1whkkzws.
Silva, C. E. (2026). Living Lab CRIOS-UFRJ: Transformando o campus universitário em ambiente real de experimentação para inovações sustentáveis. Crivum. https://crivum.org/p/1whkkzws
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