SEEDetector
Loren Spíndola prestígio (1)
Avaliação por modelos + Supervisão Editorial.
Aceite provisório
Registro já válido e público — número, score e prova congelados. Em revisão complementar do comitê; um endosso o torna definitivo, e o número não muda.
A cooperação estruturada entre Philip Morris Brasil (PMB), IEL e academia transformou uma lacuna de conhecimento especializado em uma solução prática de inteligência artificial — o SEEDetector — capaz de identificar falhas de semeadura na origem e apoiar decisões mais rápidas, rastreáveis e competitivas.
Resumo executivo
A competitividade na agricultura depende cada vez mais da capacidade de transformar dados em decisões. Na prática, porém, desafios altamente específicos exigem conhecimento técnico raro, dedicação contínua e compreensão profunda da operação. Foi nesse contexto que a Philip Morris Brasil se uniu ao Instituto Euvaldo Lodi por meio do programa INOVA Talentos para criar o Leaf Vision, uma iniciativa de pesquisa aplicada voltada ao desenvolvimento de soluções de visão computacional e inteligência artificial para a cadeia produtiva do tabaco.
O modelo conecta necessidades concretas do negócio a um pesquisador especializado, inserido no contexto operacional e acompanhado por especialistas da empresa. A parceria reúne três ativos que dificilmente gerariam o mesmo valor de forma isolada: conhecimento agronômico, infraestrutura e dados da PMB; capacidade de conexão entre indústria e academia do IEL; e profundidade científica dedicada do pesquisador.
O primeiro produto dessa colaboração é o SEEDetector, uma prova de conceito para detecção automatizada de falhas na deposição de sementes em bandejas de produção de mudas. Com imagens RGB e um pipeline de visão computacional, a solução verifica a presença ou ausência de sementes em cada célula imediatamente após a semeadura. Assim, cria evidência rastreável na origem do processo, antes que a ausência de uma planta possa ser confundida com problemas posteriores de germinação, irrigação, substrato ou condições ambientais.
Mais do que uma ferramenta isolada, o SEEDetector demonstra a força do mecanismo de cooperação. Um desafio operacional foi traduzido em pergunta de pesquisa, transformado em modelo computacional, validado em ambiente real e convertido em uma base de dados capaz de apoiar monitoramento, investigação de causa raiz, melhoria contínua e decisões de implementação.
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Entre para baixar o PDF registradoCOOPERAR PARA COMPETIR EM UM MUNDO FRAGMENTADO
Da cooperação ao impacto: INOVA Leaf Vision e o SEEDetector Como a parceria entre a Philip Morris Brasil(PMB) e o IEL transformou conhecimento acadêmico especializado em uma solução aplicada de visão computacional para a agricultura TESE CENTRAL / Em vez de tratar a falta de conhecimento especializado como uma barreira, a PMB e o IEL criaram uma ponte entre desafio operacional, talento científico e execução aplicada. O primeiro resultado concreto dessa cooperação é o SEEDetector, uma prova de conceito que leva o controle de qualidade para o momento em que a ação ainda é possível.
| Organização | Philip Morris Brasil e Instituto Euvaldo Lodi | |
|---|---|---|
| Programa e projeto | INOVA Talentos | Leaf Vision |
| Área de aplicação | Visão computacional, inteligência artificial e agricultura digital | |
| Case para o evento | MIT-ANPEI Brazil Summit 2026 |
1. Resumo executivo
A competitividade na agricultura depende cada vez mais da capacidade de transformar dados em decisões. Na prática, porém, desafios altamente específicos exigem conhecimento técnico raro, dedicação contínua e compreensão profunda da operação. Foi nesse contexto que a Philip Morris Brasil se uniu ao Instituto Euvaldo Lodi por meio do programa INOVA Talentos para criar o Leaf Vision, uma iniciativa de pesquisa aplicada voltada ao desenvolvimento de soluções de visão computacional e inteligência artificial para a cadeia produtiva do tabaco.
O modelo conecta necessidades concretas do negócio a um pesquisador especializado, inserido no contexto operacional e acompanhado por especialistas da empresa. A parceria reúne três ativos que dificilmente gerariam o mesmo valor de forma isolada: conhecimento agronômico, infraestrutura e dados da PMB; capacidade de conexão entre indústria e academia do IEL; e profundidade científica dedicada do pesquisador.
O primeiro produto dessa colaboração é o SEEDetector, uma prova de conceito para detecção automatizada de falhas na deposição de sementes em bandejas de produção de mudas. Com imagens RGB e um pipeline de visão computacional, a solução verifica a presença ou ausência de sementes em cada célula imediatamente após a semeadura. Assim, cria evidência rastreável na origem do processo, antes que a ausência de uma planta possa ser confundida com problemas posteriores de germinação, irrigação, substrato ou condições ambientais.
Mais do que uma ferramenta isolada, o SEEDetector demonstra a força do mecanismo de cooperação. Um desafio operacional foi traduzido em pergunta de pesquisa, transformado em modelo computacional, validado em ambiente real e convertido em uma base de dados capaz de apoiar monitoramento, investigação de causa raiz, melhoria contínua e decisões de implementação.
POR QUE ESTE CASE TEM FIT COM O TEMA DO SUMMIT / A cooperação não aparece apenas como apoio institucional. Ela é o próprio mecanismo de inovação: indústria, instituto e pesquisador compartilham capacidades complementares para reduzir a distância entre conhecimento e aplicação, fortalecendo a competitividade da empresa e a formação do especialista.
Resultados e diferenciais do case Cooperação estruturada entre indústria e academia, orientada por desafios reais da agricultura.
Desenvolvimento de capacidade técnica próxima ao negócio, com maior contextualização e aprendizado interno.
Primeiro produto aplicado desenvolvido e testado em ambiente operacional: o SEEDetector.
Geração de dados rastreáveis em uma etapa antes pouco medida de forma sistemática.
Base tecnológica reutilizável para outras aplicações de visão computacional ao longo da cadeia agrícola.
2. O desafio: dados disponíveis, conhecimento escasso
A operação agrícola já gera imagens e dados em diferentes pontos da jornada produtiva, desde a produção de mudas até o campo e a gestão territorial. O potencial existe, mas convertê-lo em soluções confiáveis exige competências em visão computacional, machine learning, sensoriamento remoto, engenharia de dados e validação em condições reais.
A dependência exclusiva de fornecedores externos pode acelerar entregas pontuais, mas também pode limitar a construção de conhecimento próximo da operação e reduzir a autonomia para formular novas hipóteses, ajustar modelos e reaproveitar aprendizados. O desafio, portanto, não era apenas contratar uma solução. Era criar capacidade de inovar de forma contínua, mantendo o problema de negócio no centro do desenvolvimento.
3. A resposta: o modelo INOVA Leaf Vision
O programa INOVA Talentos oferece uma estrutura para aproximar empresas e profissionais vindos da academia em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. No Leaf Vision, essa estrutura foi usada para incorporar um pesquisador especialista dedicado às aplicações de visão computacional na agricultura, trabalhando em conjunto com a equipe multidisciplinar da PMB e com acompanhamento do IEL.
| PMB | IEL | Pesquisador especialista |
|---|---|---|
| Define desafios e prioridades do negócio; disponibiliza dados, infraestrutura, contexto agronômico e validação operacional. | Estrutura a parceria; apoia recrutamento, seleção, plano de atividades e acompanhamento técnico-administrativo. | Converte desafios em experimentos e modelos; documenta, testa, aprende e transfere conhecimento para o time. |
| Garante alinhamento estratégico e conexão com as áreas que poderão adotar a solução. | Cria a ponte entre demanda empresarial e talento acadêmico qualificado. | Mantém foco técnico contínuo e profundidade científica sobre problemas reais. |
A agenda tecnológica do Leaf Vision Avaliação automatizada do processo de semeadura e germinação com imagens RGB e deep learning.
Contagem de plantas e monitoramento do stand no campo com drones e modelos de detecção de objetos.
Delimitação de áreas cultivadas e identificação de culturas com imagens de satélite, segmentação e classificação.
4. Valor compartilhado: quando todos aprendem, todos competem melhor
A parceria foi desenhada como uma relação de aprendizado bilateral. A empresa ganha capacidade especializada e velocidade para experimentar. O pesquisador ganha acesso a problemas complexos, dados, infraestrutura, especialistas e ambientes reais de validação. O IEL fortalece sua missão de aproximar indústria e centros de conhecimento, transformando pesquisa em impacto aplicado.
| Valor para a PMB | Valor para o pesquisador |
|---|---|
| • Acesso dedicado a conhecimento avançado em visão computacional e ciência de dados. | • Aplicação da formação científica em desafios de escala e relevância empresarial. |
| • Maior domínio sobre modelos, dados e decisões técnicas. | • Acesso a dados, equipamentos e infraestrutura computacional. |
| • Capacidade de adaptar soluções ao contexto específico da cultura e da operação. | • Validação de métodos em ambiente real, com restrições e variabilidade concretas. |
| • Aprendizado interno que permanece após cada entrega. | • Interação diária com especialistas agronômicos, operacionais, de dados e de tecnologia. |
| • Menor distância entre identificação do problema, teste e refinamento. | • Desenvolvimento de competências em priorização, comunicação e geração de valor. |
| • Reutilização de componentes tecnológicos em novos casos de uso. | • Portfólio de entregas aplicadas e ampliação da rede profissional. |
O diferencial competitivo da cooperação O principal diferencial não está apenas em acessar um especialista, mas em criar condições para que esse especialista compreenda o processo, observe as restrições do campo, converse com usuários e teste hipóteses junto à operação. Essa proximidade melhora a qualidade das perguntas e reduz o risco de desenvolver soluções tecnicamente interessantes, porém desconectadas da realidade.
COOPERAR PARA COMPETIR / A parceria transforma conhecimento externo em capacidade compartilhada. O resultado não é terceirização do pensamento, mas construção conjunta de uma competência estratégica.
5. Primeiro produto da parceria: SEEDetector
Na produção de mudas em bandejas, a qualidade costuma ser percebida quando a germinação já ocorreu. Nesse momento, porém, uma célula sem planta é apenas um sintoma. A causa pode estar em uma falha na deposição da semente, na viabilidade, no substrato, na irrigação, na temperatura ou em outros fatores biológicos e ambientais.
O SEEDetector muda o ponto de controle. A solução cria uma inspeção automatizada imediatamente após a deposição da semente e antes da germinação. Imagens RGB das bandejas são processadas por técnicas de visão computacional e por um modelo de detecção de objetos. O resultado é associado às posições individuais da bandeja e convertido em registros revisáveis, com evidência visual e indicadores de confiança.
Como funciona 1 / Captura / Imagem RGB da bandeja recém-semeada | 2 / Processamento / Padronização e preparação da imagem | 3 / Modelagem / Detecção da presença ou ausência de sementes | 4 / Registro / Associação por célula e evidência rastreável | 5 / Ação / Monitoramento, investigação e intervenção antecipada Valor gerado
| Visibilidade na origem | Cria um ponto de evidência no momento do evento de semeadura. |
|---|---|
| Intervenção antecipada | Permite agir enquanto a correção ainda pode evitar a propagação do problema. |
| Clareza de causa raiz | Ajuda a diferenciar falhas de deposição de eventos posteriores de germinação. |
| Aprendizado operacional | Revela padrões por posição, linha ou condição e apoia hipóteses de melhoria. |
| Governança e rastreabilidade | Converte inspeções em registros persistentes e revisáveis. |
| Plataforma para expansão | Reaproveita captura de imagens, modelagem e analytics em outras aplicações agrícolas. |
6. O que torna o case replicável
O valor do case está tanto no produto desenvolvido quanto no modelo de cooperação. A abordagem pode ser aplicada a outros desafios que exijam conhecimento especializado, desde que alguns princípios sejam preservados:
Começar por um problema operacional claramente observado, não por uma tecnologia em busca de uso.
Escolher o talento científico de acordo com o desafio e dar a ele dedicação e acesso ao contexto.
Combinar supervisão de negócio com tutoria técnica e acompanhamento estruturado.
Validar cedo em ambiente real e ajustar o escopo a partir das evidências.
Documentar dados, decisões, métricas e limitações para que o conhecimento permaneça na organização.
Tratar cada produto como parte de uma plataforma de capacidades que possa gerar novos casos de uso.
7. Próximos passos
Evoluir o SEEDetector de prova de conceito para uma configuração operacional integrada ao processo de semeadura.
Consolidar a análise de impacto e os requisitos de implementação, incluindo arquitetura, custos e integração de dados.
Usar os dados contínuos para identificar tendências, padrões de falha e oportunidades de manutenção e processo.
Avançar nas demais frentes do Leaf Vision, incluindo contagem de plantas com drones e mapeamento agrícola por satélite.
Ampliar a transferência de conhecimento para o time e fortalecer a capacidade interna de formular e liderar novas aplicações.
8. Mensagem final aos avaliadores
O SEEDetector é a primeira evidência de que, quando indústria e academia trabalham sobre o mesmo problema, a cooperação deixa de ser discurso e se torna capacidade competitiva.
A parceria entre PMB e IEL mostra que inovar não significa apenas adquirir tecnologia. Significa construir o ambiente em que conhecimento científico, experiência operacional e propósito de negócio possam aprender juntos. O pesquisador cresce ao transformar ciência em impacto. A empresa cresce ao transformar dados em autonomia e decisão. E a agricultura avança com soluções mais objetivas, rastreáveis e escaláveis.
PROPOSTA DE VALOR DO CASE / Um mecanismo de cooperação que converte lacunas de conhecimento em competências, desafios agrícolas em produtos digitais e experimentação aplicada em vantagem competitiva sustentável.
Base do material Documento elaborado a partir de materiais internos do projeto INOVA Leaf Vision e do SEEDetector, incluindo proposta do projeto, apresentações, relatório final da prova de conceito, documentação técnica e registros de acompanhamento. Informações quantitativas não consolidadas não foram incluídas.
Como citar
SPÍNDOLA, Loren. SEEDetector. Crivum, 2026. Disponível em: https://crivum.org/p/1ykq870a.
Spíndola, L. (2026). SEEDetector. Crivum. https://crivum.org/p/1ykq870a
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author = {Loren Spíndola},
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