Da ciência aplicada à escala industrial: Construção de uma empresa brasileira de inspeção avançada, robótica e dados a partir do ecossistema UFRJ–PUC-Rio
Murilo Camerini prestígio (1)
Avaliação por modelos + Supervisão Editorial.
Aceite provisório
Registro já válido e público — número, score e prova congelados. Em revisão complementar do comitê; um endosso o torna definitivo, e o número não muda.
Empresa brasileira transforma ciência aplicada em inspeção industrial avançada e usa cada operação de campo para ampliar seu portfólio tecnológico.
Resumo executivo
O trabalho relata a trajetória da Integral IMI como uma empresa deep tech brasileira voltada à integridade de ativos industriais, combinando ensaios não destrutivos, robótica, eletrônica, mecânica, software, processamento de sinais, operação de campo e interpretação de dados em uma arquitetura integrada descrita como “from gear to data”. O case acompanha o período de 2021 a setembro de 2026, desde a incubação na COPPE/UFRJ até a residência no Parque Tecnológico da UFRJ, destacando cooperações com ICTs, contratos comerciais, projetos de P&D regulado e expansão setorial.
A contribuição central do material é mostrar que o principal ativo da empresa não é uma tecnologia isolada, mas um sistema empresarial repetível para converter problemas industriais reais em soluções de inspeção, validação em campo, dados confiáveis e aprendizado reutilizável. O documento organiza evidências de resultados técnicos, financiamento, portfólio, equipe, propriedade intelectual, diversificação e replicabilidade, posicionando o case como uma rota brasileira de transformação de ciência aplicada em capacidade industrial.
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Da ciência aplicada à escala industrial Construção de uma empresa brasileira de inspeção avançada, robótica e dados a partir do ecossistema UFRJ–PUC-Rio
CIÊNCIA
pesquisa aplicada + infraestrutura
ENGENHARIA
hardware + software + integração própria
OPERAÇÃO
serviço de campo + dados para decisão
CASE INSTITUCIONAL | ANPEI SUMMIT 2026
Período analisado: 2021–setembro de 2026 Versão para submissão • 14 de setembro de 2026 Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis2
TESE CENTRAL
Resumo executivo A Integral IMI transformou conhecimento científico brasileiro em uma capacidade empresarial integrada para resolver problemas de integridade de ativos industriais. Sua unidade de análise neste case é a empresa como sistema - não uma tecnologia isolada.
O diferencial está em combinar ensaios não destrutivos, robótica, eletrônica, mecânica, software, processamento de sinais, operação de campo e interpretação de dados sob uma mesma arquitetura de entrega: from gear to data.
DECLARAÇÃO DO CASE
Nascida no contexto de óleo e gás, a Integral consolidou competências de alta criticidade e passou a aplicá-las também em mineração, siderurgia e energias renováveis. A trajetória combina incubação na COPPE/UFRJ, residência no Parque Tecnológico da UFRJ, proximidade tecnológica com o LNDC/COPPE e uma ponte de conhecimento com o CPTI/CETUC da PUC-Rio, além de contratos comerciais e projetos cooperativos com diferentes mecanismos de financiamento.
R$ 24,66 mi previstos em 1 projeto nos planos ANP de 2024 7ª empresa brasileira executora 91% menos sensores em uma solução cooperativa resultado técnico divulgado pela
COPPE [5]
>15 equipamentos/plataformas no portfólio dado institucional da empresa pessoas na estrutura reportada 22 CLT + 6 sócios + 7 estagiários + 11 terceiros [D1] Campos canônicos para avaliação
CRITÉRIORESPOSTA OBJETIVA
PROBLEMAInspeções industriais críticas ainda podem ser lentas, arriscadas, fragmentadas e dependentes de soluções importadas, com baixa continuidade entre aquisição de sinais e decisão de manutenção.
INICIATIVAConstrução de uma empresa deep tech verticalmente integrada, conectada a ICTs e capaz de desenvolver, fabricar, operar e interpretar soluções de inspeção.
ESTÁGIO ATUALOperação comercial com contratos de referência, portfólio multiproduto, equipe estruturada e P&D; cooperativo em execução; alguns ativos seguem em desenvolvimento e validação.
RESULTADOSCobertura integral e detecção de anomalias em validações publicadas; redução de sensores; posição de destaque em planos ANP; diversificação setorial; presença internacional reportada.
REPLICABILIDADE
Modelo reproduzível por meio de problema industrial real, ICT complementar, engenharia proprietária, validação de campo, contrato âncora e reutilização do núcleo tecnológico em adjacências.
Palavras-chave: deep tech; integridade de ativos; ensaios não destrutivos; robótica industrial; ciência aplicada; transferência de tecnologia; inovação aberta; universidade-empresa; P&D; regulado; EMBRAPII; ANP; dados industriais; sistemas sociotécnicos; action learning; humans in the loop; diversificação setorial.
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PROBLEMA • INICIATIVA • TRANSFORMAÇÃO
1 O case em uma página A integridade de dutos, risers, tanques, cascos, linhas e estruturas metálicas é uma condição de segurança, continuidade operacional e eficiência de capital. A decisão de intervir depende da qualidade do dado; por isso, o problema não termina no sensor. Ele envolve acesso físico, cobertura, confiabilidade metrológica, velocidade, segurança, interpretação e integração com a gestão do ativo.
1. DOR INDUSTRIAL
Ativos críticos operam em ambientes agressivos, confinados, submersos ou de difícil acesso. Inspeções manuais e cadeias fragmentadas elevam risco, tempo e incerteza.
2. HIPÓTESE EMPRESARIAL
Uma empresa brasileira pode dominar a cadeia completa - mecanismo, sensores, eletrônica, controle, software e análise - e aprender mais rápido a cada operação.
3. MECANISMO DE INOVAÇÃO
Problemas reais dos clientes são convertidos em projetos com ICTs, protótipos, testes e validação de campo. O conhecimento retorna ao portfólio e reduz o risco da próxima aplicação.
4. MODELO DE VALOR
A venda não é apenas de equipamento: inclui engenharia, inspeção como serviço, produção de evidência técnica e dados que sustentam decisões sobre manutenção e vida útil.
O que mudou entre 2021 e 2026 ● A operação saiu da incubação para uma base residente no Parque Tecnológico da UFRJ, mantendo acesso próximo à fronteira científica e ampliando capacidade própria.
● A competência inicial de óleo e gás tornou-se um núcleo transferível para mineração, siderurgia e energias renováveis, segundo os materiais institucionais.
● O portfólio passou a combinar soluções autônomas e teleoperadas, diferentes modalidades de END, ferramentas rotativas e instrumentadas, software e análise de dados.
● A empresa construiu uma arquitetura de contratos e P&D; que reúne demanda comercial, recursos regulados de operadores, cofinanciamento EMBRAPII e cooperação universitária.
● A governança evoluiu com estrutura funcional, liderança técnica experiente, conselho e processos de qualidade/operação reportados para 2025.
POR QUE ESTE É UM CASE DE EMPRESA, NÃO DE PRODUTO Os resultados técnicos citados funcionam como evidência do motor organizacional. O ativo estratégico é a capacidade repetível de converter ciência em engenharia de campo, contratos, dados e novos mercados.
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PERÍODO OBSERVADO: 2021–SETEMBRO DE 2026
2 Trajetória e pontos de inflexão
ANOINFLEXÃOEVIDÊNCIAEFEITO NO CASE
INCUBAÇÃO E BASE
TÉCNICA
Início das operações na Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ. Consolidação de eletrônica própria para ultrassom e correntes parasitas, segundo a linha do tempo institucional.
Capacidade científica convertida em núcleo empresarial.
PROPRIEDADE
INTELECTUAL
Desenvolvimento e proteção de sistemas rotativos;
aprofundamento de mecânica, sensores, aquisição e processamento de sinais.
Formação de ativos reutilizáveis.
2023PRIMEIROS CONTRATOS
ÂNCORA
Materiais da empresa registram os primeiros contratos com Petrobras e Vallourec.
Validação por clientes de alta exigência.
2024ESCALA DE P&D;Entrada de projetos sob a cláusula de P&D; da ANP, crescimento de infraestrutura e equipe. A ANP registrou a Integral em 7º lugar entre empresas brasileiras executoras nos planos submetidos no ano.
Mudança de patamar financeiro e tecnológico.
2025PARQUE E GOVERNANÇAMudança para o Parque Tecnológico da UFRJ; lançamento de novas plataformas; contratos com operadores; reforço de governança, qualidade e operação.
Da incubação para uma organização de escala industrial.
2026DIVERSIFICAÇÃO E
CONTINUIDADE
Serviços e projetos em óleo e gás, mineração e siderurgia;
acordo UFRJ–Transpetro–Integral–EMBRAPII para crawler robótico, aprovado em março de 2026.
Reuso das competências em novos contextos e continuidade do P&D;
cooperativo.
Leitura da trajetória A sequência revela um ciclo coerente: incubar → dominar o núcleo tecnológico → proteger conhecimento → contratar → ampliar P&D; → estruturar governança → diversificar. Cada etapa reduz uma classe de risco diferente: científico, técnico, comercial, operacional e de escala.
A residência no Parque Tecnológico da UFRJ não é apenas endereço. Ela mantém a empresa em um ambiente onde laboratório, pesquisadores, alunos, infraestrutura, operadores e mecanismos de fomento podem interagir com baixa fricção. Essa proximidade sustenta a velocidade de aprendizado e a formação de talentos.
REGRA DE EVIDÊNCIA
Esta linha do tempo distingue fatos realizados de roadmap. Metas futuras presentes nos decks institucionais não são contabilizadas como resultados do case.
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LASTRO TECNOLÓGICO
3 O sistema empresarial: from gear to data A proposta da Integral é controlar as interfaces que mais geram perda de informação. Em vez de tratar robô, sensor, software e laudo como entregas desconectadas, a empresa os organiza em uma cadeia única. Essa integração permite adaptar rapidamente a solução ao ativo sem perder rastreabilidade do dado.
DESAFIO DO ATIVO
geometria • acesso • dano provável • criticidade • decisão esperada
CIÊNCIA E METROLOGIA
fenômeno físico • sensor • calibração • probabilidade de detecção
ENGENHARIA PROPRIETÁRIA
mecânica • eletrônica • controle • firmware • integração
OPERAÇÃO DE CAMPO
mobilização • segurança • aquisição • cobertura • qualidade
DADO E DECISÃO
processamento • visualização • laudo • histórico • manutenção Como a integração cria vantagem
FEEDBACK CURTO
Quem desenvolve também observa o comportamento em campo. A falha volta rapidamente ao time de engenharia.
DADOS DE PRIMEIRA ORDEM
A empresa controla como o sinal é gerado e contextualizado, elevando a qualidade da análise posterior.
MODULARIDADE
Plataformas, sensores e software podem ser recombinados para novos ativos e setores sem recomeçar do zero.
CONTEÚDO LOCAL
Conhecimento, fabricação e suporte próximos reduzem dependência externa e aumentam a capacidade de customização.
Posicionamento: uma empresa de tecnologia para integridade industrial, e não uma prestadora convencional de inspeção. O serviço de campo é simultaneamente entrega ao cliente, ambiente de validação e fonte de aprendizado para a plataforma.
Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis6 TECNOLOGIAS CITADAS SEM REDUZIR O CASE A UM PRODUTO 4 Portfólio como prova de plataforma O portfólio reportado reúne mais de 15 equipamentos e plataformas. A variedade importa porque demonstra a reutilização de competências comuns em geometrias, ambientes e setores distintos.
BLOCOCOMPETÊNCIAEXEMPLOS DO PORTFÓLIO
ROBÓTICA DE ACESSOCrawlers e veículos autônomos ou teleoperados para dutos, pilares, tanques, cascos e estruturas industriais.
AURI; TRACTUS; HCI; plataformas subsea
END E SENSORIAMENTO
Ultrassom, correntes parasitas, correntes parasitas pulsadas, tomografia, visão e fotogrametria.
INSPECTIL; X-FLEX; matrizes e módulos próprios
FERRAMENTAS
ESPECIAIS
Sistemas rotativos, ferramentas instrumentadas e PIGs para cobertura e resolução superiores.
INPEC e famílias rotativas; PIGs instrumentados
ELETRÔNICA E CONTROLE
Aquisição, sincronização, controle de movimento, firmware e processamento de sinais desenvolvidos internamente.
Arquitetura que conecta sensores ao dado confiável SOFTWARE E DADOSReconstrução, mapas, visualização, rastreabilidade, análise e relatório orientado à decisão.
SIGMEC/MIRUS e softwares associados ENGENHARIA E SERVIÇOProjeto, fabricação, qualificação, mobilização, operação, interpretação e suporte.
Entrega ponta a ponta Um resultado técnico representativo Em projeto cooperativo com o LNDC/COPPE/UFRJ, o sistema rotativo INPEC foi divulgado pela COPPE como capaz de inspecionar 100% da superfície interna de tubos com 12 sensores, uma redução de 91% em relação a soluções tradicionais. Testes no Rio de Janeiro, em Macaé e na França identificaram todas as anomalias presentes nos corpos de prova. O objetivo aqui não é promover o equipamento, mas demonstrar o mecanismo de inovação da empresa: problema industrial + ciência aplicada + engenharia própria + validação em campo.
[5–6]
LASTRO TECNOLÓGICO
O valor não depende apenas de automação. Ele nasce da combinação de fenômeno físico, qualidade metrológica, controle do acesso, eletrônica, algoritmos e interpretação. Essa densidade técnica dificulta a comoditização e cria aprendizado acumulativo.
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UNIVERSIDADE • EMPRESA • OPERADOR
5 Ecossistema científico e institucional A proximidade tecnológica da Integral com laboratórios de referência ocorre em dois níveis: cooperação formal em projetos e pontes de conhecimento por pessoas.
Essa distinção evita confundir afinidade acadêmica com contrato institucional e fortalece a credibilidade do case.
NÓTIPO DE VÍNCULOEVIDÊNCIACONTRIBUIÇÃO
LNDC / COPPE / UFRJ
COOPERAÇÃO
FORMAL
Projeto EMBRAPII-COPPE para ferramentas rotativas;
desenvolvimento conjunto divulgado pela COPPE; novo acordo UFRJ–Transpetro–Integral–EMBRAPII aprovado em 2026.
Infraestrutura, pesquisa em END e corrosão, validação, formação de pessoas e redução de risco tecnológico. [5–8]
CPTI / CETUC /
PUC-Rio
PONTE DE
CONHECIMENTO
Miguel de Andrade Freitas aparece no material institucional como consultor da Integral para eletrônica ultrassônica e processamento de sinais e integra a equipe do CPTI/CETUC.
Aproxima competências de instrumentação, eletrônica e soluções nacionais de inspeção.
[D1; 9] PUC-Rio
LINHAGEM
FORMATIVA
CEO e CTO têm formação na PUC-Rio; o CEO desenvolveu mestrado em engenharia mecânica e o CTO, mestrado em mecatrônica.
Combina base acadêmica em mecânica, automação e sensoriamento com experiência industrial. [D1–D2] Parque Tecnológico da UFRJ RESIDÊNCIASede reportada dentro do Parque desde 2025, após o ciclo na Incubadora COPPE.
Mantém densidade de conexões com ICTs, talentos, operadores e projetos de inovação. [D1–D2; 3] Por que a proximidade importa ● Complementaridade: a empresa aporta velocidade, fabricação, integração e acesso ao cliente; o laboratório aporta fronteira científica, infraestrutura e método experimental.
● Formação de talentos: pesquisadores, engenheiros e estagiários circulam entre problemas acadêmicos e restrições reais de campo.
● Desrisco: testes e validações compartilhados antecipam falhas antes da escala comercial.
● Transferência bidirecional: conhecimento sai do laboratório, mas os problemas e dados de campo também alimentam novas perguntas de pesquisa.
SÍNTESE
A Integral ocupa o espaço de tradução entre descoberta, protótipo e operação industrial. Seu papel não substitui a ICT nem o cliente: integra os dois em uma cadeia de entrega.
Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis8
ARQUITETURA MULTICANAL
6 Contratos e fontes de financiamento A empresa já operou sob diferentes lógicas de contratação e financiamento. Essa diversidade reduz dependência de um único mecanismo, permite calibrar risco por estágio tecnológico e cria uma ponte entre P&D; e mercado.
MECANISMOCOMO FUNCIONAEVIDÊNCIA NO CASEVALOR CRIADOBASE
CONTRATOS
COMERCIAIS
Compra de serviço, solução ou desenvolvimento por cliente industrial.
Petrobras, Vallourec e contratos com operadores reportados no histórico;
relacionamento com Galp confirmado por depoimento institucional.
Receita, validação do problema e referência de mercado.
EMPRES
A
P&D; REGULADO
ANP
Recursos de operadores sujeitos à cláusula de investimento em P,D&I.;
Em 2024, R$ 24,66 milhões estavam previstos em um projeto com a Integral como executora nos planos submetidos à ANP.
Projetos de maior escala e risco tecnológico; 7ª posição entre empresas brasileiras executoras.
COFINANCIAMENTO
EMBRAPII
Compartilhamento de risco entre empresa, unidade EMBRAPII e parceiro demandante.
Projeto COPPE/LNDC–Integral para ferramentas rotativas e acordo com Transpetro em 2026.
Acesso a competência científica e aceleração da validação.
[6–7]
COOPERAÇÃO UFRJ
Instrumento universidade–em presa–operador com plano, orçamento e prazo.
Acordo aprovado em março de 2026:
R$ 1,1 milhão, 18 meses, crawler robótico para inspeção de teto de tanque.
Governança formal, entregáveis e infraestrutura compartilhada.
[7]
INCUBAÇÃO E
PARQUE
Infraestrutura, ambiente e conexões para formação e crescimento.
Incubadora COPPE a partir de 2021;
Parque Tecnológico da UFRJ desde 2025.
Redução de custo de coordenação e proximidade com talentos e parceiros.
EMPRES
A [D1–D2;
3]
INTERPRETAÇÃO
O funding não é apresentado como fim em si. Ele é uma sequência de instrumentos: o cliente formula a dor;
a parceria científica reduz incerteza; o recurso cooperativo financia prova e escala; o contrato comercial testa valor e sustenta a organização.
Nota de precisão: o valor de R$ 24,66 milhões é o montante previsto em plano de trabalho submetido à ANP em 2024, não uma declaração de receita recebida. O acordo de R$ 1,1 milhão consta de ata pública da UFRJ, com prazo de 18 meses. [4; 7] Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis9 O QUE MUDOU • NÚMERO • PERÍODO • FONTE 7 Resultados medidos e evidências A tabela abaixo foi desenhada para avaliação cega e leitura automatizada: cada alegação informa métrica, período, estágio e tipo de evidência. Resultados de uma tecnologia aparecem apenas como prova do sistema empresarial.
DIMENSÃORESULTADO / MÉTRICAPERÍODOESTÁGIOFONTE
POSIÇÃO EM P&D;
7ª entre empresas brasileiras executoras; R$ 24,66 mi previstos; 1 projeto Planos submetidos em Plano aprovado/submetido conforme relatório
EFICIÊNCIA DE
SENSORIAMENTO
12 sensores; redução de 91% frente a solução tradicional; cobertura interna de 100% Divulgação COPPE, ago. 2024 Sistema desenvolvido e testado [5] DETECÇÃOTodas as anomalias presentes nos corpos de prova foram identificadas Testes no Rio, Macaé e França até 2024 Validação em múltiplos locais [5] NOVO ACORDOR$ 1,1 mi; 18 meses; 4 organizações signatárias Aprovado em mar.
P&D; cooperativo em execução [7]
PORTFÓLIO
>15 equipamentos/plataformas desenvolvidos ou ofertados Posição institucional de 2026 Portfólio em diferentes maturidades
PESSOAS
46 pessoas: 22 CLT, 6 sócios, 7 estagiários e 11 terceiros Estrutura reportada em 2026 Organização operacional [D1]
PROPRIEDADE
INTELECTUAL
>10 ativos/pedidos de PI associados ao portfólio e à trajetória técnica Posição institucional de 2026 Status e titularidade variam por ativo ALCANCEClientes ou entregas reportados em Brasil, França, Alemanha e Austrália Até 2026 Presença comercial/internacional reportada
DIVERSIFICAÇÃO
Serviços reportados em óleo e gás, mineração e siderurgia; soluções para renováveis no portfólio Até set. 2026Operação comercial + expansão de portfólio Reconhecimentos reportados: os materiais institucionais registram quatro reconhecimentos no Prêmio ANP de Inovação, o título “Best Subsea Innovation Company” da SPE em 2025 e destaque do Sebrae RJ como empresa inspiradora em 2025. Essas informações são preservadas como dados fornecidos pela empresa e não substituem os indicadores públicos acima. [D1–D2] Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis10
DIVERSIFICAÇÃO POR COMPETÊNCIAS ADJACENTES
8 De óleo e gás para novos setores A Integral nasceu onde a exigência é extrema: ativos de óleo e gás sujeitos a pressão, corrosão, fadiga, acesso limitado e alto custo de parada. Essa origem funciona como escola de confiabilidade. A expansão para mineração e siderurgia não é um desvio; é a aplicação do mesmo núcleo a ativos com mecanismos de dano e restrições operacionais comparáveis.
SETORATIVOS-ALVOPROBLEMA TRANSFERÍVELESTÁGIO NO CASE
ÓLEO E GÁS
Dutos, risers, tanques, cascos, linhas e equipamentos subsea Corrosão, trincas, erosão, geometria complexa, ambiente submerso Mercado de origem e principal campo de validação MINERAÇÃOTubulações de polpa, transportadores, estruturas e ativos sujeitos a abrasão Perda de espessura, desgaste, disponibilidade e grandes distâncias Serviços já reportados;
oportunidade de repetição em escala SIDERURGIAEstruturas, vasos, linhas, rolos e equipamentos de processo Altas temperaturas, ciclos severos, corrosão e parada crítica Serviços já reportados;
aplicação de robótica e
END
RENOVÁVEISEstruturas offshore e ativos de geraçãoAcesso, corrosão, fadiga e inspeção recorrente Portfólio e rota de crescimento reportados O que é replicado entre setores
NÚCLEO 1 • ACESSO
Locomoção, aderência, vedação, navegação e controle em geometrias difíceis.
NÚCLEO 2 • MEDIÇÃO
Seleção do fenômeno físico, calibração, cobertura, repetibilidade e incerteza.
NÚCLEO 3 • DADOS
Aquisição sincronizada, contextualização, visualização e histórico do ativo.
NÚCLEO 4 • OPERAÇÃO
Segurança, mobilização, treinamento, critérios de aceitação e suporte.
TESE DE ESCALA
Escalar não significa fabricar uma única máquina em massa. Significa reutilizar módulos, dados, processos de engenharia e aprendizagem de campo em uma família de problemas industriais, reduzindo tempo de desenvolvimento e elevando a confiabilidade a cada nova aplicação.
Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis11 INSPIRAÇÃO ESTRATÉGICA • SEM VÍNCULO SOCIETÁRIO OU COMERCIAL 9 Gecko Robotics como benchmark de escala A Integral declara inspiração no percurso da Gecko Robotics, empresa norte-americana fundada a partir de inspeção robótica, acelerada pela Y Combinator na turma Winter 2016 e avaliada em US$ 1,25 bilhão após uma rodada de US$ 125 milhões em 2025. O benchmark é relevante pela lógica de negócio: robôs e sensores geram dados proprietários; software transforma dados físicos em decisão de manutenção e capital.
[10–11]
ELEMENTOGECKOAPRENDIZADO PARA A INTEGRAL
ORIGEM
Resolver uma dor concreta de inspeção em ativos críticos.
Começar pelo problema industrial que possui urgência, acesso e orçamento.
HARDWARE COMO
ENTRADA
Robôs e sensores coletam dados de primeira ordem sobre condição física.
Controlar a qualidade da aquisição e não terceirizar a interface crítica.
CAMADA DE DADOS
Uma plataforma organiza histórico, análise e decisões sobre ativos.
Evoluir de laudos isolados para continuidade de dados e inteligência do portfólio.
MULTISSETORAplicações em energia, aço, mineração, papel e celulose, defesa e outros setores.
Transferir o núcleo tecnológico para adjacências com mecanismos de dano comuns.
MODELO DE ESCALA
Combinação de equipamentos, inspeção como serviço e software recorrente.
Equilibrar contratos de engenharia, serviço e produtos digitais sem perder foco.
CAPITAL E
GOVERNANÇA
Venture capital apoiou crescimento acelerado e plataforma global.
Adotar o princípio de escala, mas calibrar capital e governança ao contexto brasileiro.
O QUE O BENCHMARK NÃO SIGNIFICA
Não há alegação de parceria, licença, investimento, equivalência de porte ou adoção da tecnologia da Gecko.
A referência é uma bússola de modelo: hardware proprietário → dados confiáveis → software → decisão → recorrência.
A tradução brasileira acrescenta um elemento próprio: o uso coordenado do sistema nacional de inovação - universidades, EMBRAPII, recursos regulados da ANP, grandes operadores e parque tecnológico - para reduzir o risco de deep tech industrial.
Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis12
CAPACIDADE DE EXECUÇÃO
10 Sócios, liderança e propriedade intelectual
LIDERANÇAFUNÇÃOREPERTÓRIO RELEVANTE
Murilo Giron CameriniCEO Engenheiro mecânico e mestre pela PUC-Rio; MBA executivo internacional; mais de 15 anos de experiência; fundador da Ouro Nova e da Integral IMI.
Vitor Manoel A. SilvaCOOEngenheiro metalúrgico, mestre e doutor pela UFRJ; dez anos como pesquisador na COPPE; experiência em END aplicado à energia.
Daniel Almeida CameriniCTOEngenheiro de controle e automação e mestre em mecatrônica pela PUC-Rio;
mais de 20 anos em detecção de vazamentos, PIGs instrumentados, automação subsea e visão robótica.
Guttemberg Coelho da SilvaGerente de Engenharia Engenheiro mecânico; cerca de 20 anos em projeto mecânico, materiais e manufatura.
Claudio Soligo CameriniConsultorEngenheiro metalúrgico e mestre pela COPPE/UFRJ; mais de 40 anos em sistemas de inspeção e histórico de invenções para ambientes críticos.
Miguel de Andrade FreitasConsultorEngenheiro eletricista, mestre e doutor; pesquisador do CPTI/CETUC; responsável por eletrônica ultrassônica e processamento de sinais no material institucional.
Estrutura e governança A estrutura reportada reúne 46 pessoas e combina empregados, sócios, estagiários e especialistas contratados. O organograma inclui P&D;, engenharia, operações, comercial, administrativo-financeiro, qualidade e conselho. A composição evidencia o desafio típico de deep tech: preservar densidade científica enquanto se constroem disciplina operacional, vendas e governança. [D1] Propriedade intelectual: rigor de atribuição Os materiais da empresa reportam mais de 10 ativos ou pedidos de propriedade intelectual. Como projetos cooperativos podem distribuir titularidade entre empresa, ICT e operador, este case não atribui automaticamente todos os títulos à Integral. Exemplos públicos de patentes na linhagem técnica da equipe incluem sistemas de inspeção e detecção com inventores ligados aos sócios e consultores; as titularidades originais constam dos próprios registros. [17–19]
POR QUE A EQUIPE É UM ATIVO
O grupo reúne experiência em fenômenos de inspeção, hardware, software, mecânica, materiais, operação e negócios. A complementaridade reduz o risco de “vale da morte” entre protótipo acadêmico e uso industrial.
Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis13
PLAYBOOK DE CIÊNCIA APLICADA À OPERAÇÃO
11 Método replicável O aprendizado do case pode ser repetido por outras organizações. A replicação não exige copiar os equipamentos; exige reproduzir a sequência de decisões, gates e evidências.
GATEAÇÃOCOMO FAZEREVIDÊNCIA DE SAÍDA
1ESCOLHER A DORProblema crítico, frequente e economicamente relevante;
usuário e decisão bem definidos.
Carta do problema; custo da inação;
patrocinador industrial.
2MAPEAR O SISTEMA
Ativo, ambiente, dano, acesso, medição, segurança, dados e processo decisório.
Mapa de requisitos e interfaces; riscos priorizados.
3MONTAR A COALIZÃO
Empresa integradora + ICT complementar + cliente-operador + mecanismo de funding.
Papéis, propriedade intelectual, dados, orçamento e governança acordados.
4PROTOTIPAR COM GATES
Avançar de bancada para corpo de prova, ambiente relevante e campo com critérios de passagem.
Cobertura, repetibilidade, probabilidade de detecção, segurança e tempo.
5VALIDAR COM HUMANO
NO LOOP
Projetar automação para ampliar o inspetor e preservar julgamento, rastreabilidade e responsabilidade.
Procedimento operacional; exceções;
aceitação do usuário.
6CONTRATAR E MEDIRConverter teste em contrato, medir resultado no período e registrar baseline.
Métrica técnica + operacional + econômica; referência de cliente.
7MODULARIZAR
Separar plataforma, payload, eletrônica, software e serviço para reuso controlado.
Biblioteca de módulos; interfaces;
versões e dados comparáveis.
8TRANSFERIR PARA
ADJACÊNCIAS
Selecionar setores com mecanismos de dano e restrições equivalentes.
Primeiro cliente âncora; adaptação mínima; aprendizado incorporado.
Indicadores mínimos para uma réplica
TÉCNICO
cobertura • repetibilidade • detecção • incerteza • robustez
OPERACIONAL
tempo • segurança • mobilização • disponibilidade • retrabalho
ECONÔMICO
custo evitado • produtividade • extensão de vida • recorrência
APRENDIZADO
módulos reutilizados • ciclo de desenvolvimento • dados acumulados Condição de replicabilidade: relatar sempre o baseline, a métrica, o período, o estágio e a fonte. Essa disciplina transforma narrativa de inovação em conhecimento transferível.
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VOCABULÁRIO DO SUMMIT APLICADO COM PRECISÃO
12 Convergência com repertórios do MIT
NOTA DE INTEGRIDADE
A tabela abaixo aponta convergências conceituais com métodos e pessoas presentes na programação do ANPEI Summit 2026. Não afirma certificação, consultoria, vínculo institucional com o MIT ou adoção formal desses métodos pela Integral.
MÉTODO /
PALAVRA-CHAVE
REFERÊNCIAPRINCÍPIOEVIDÊNCIA NO CASE
ACTION LEARNINGMIT LGO / prática do MIT SloanAprender sobre problemas reais enquanto se entrega resultado;
ciclos de fazer, medir e refletir.
Projetos com operadores e ICTs;
protótipo, campo e incorporação do aprendizado ao portfólio. [16]
SYSTEMS THINKING
MIT System Design and Management; Edivandro Conforto Tratar tecnologia, pessoas, processos, dados e governança como sistema sociotécnico integrado.
From gear to data; engenharia + operação + decisão; gates para P&D;
crítico. [15; 2]
HUMANS IN THE LOOP
Ben Armstrong / MIT Industrial Performance Center Automação produtiva preserva conhecimento, julgamento e trabalho humano de maior valor.
Robôs ampliam acesso e cobertura;
especialistas validam aquisição, exceções e decisão. [12; 2] THE THIRD WAYDavid Robertson / MIT SloanInovar ao redor do núcleo com complementos, serviços e modelos que elevam o valor ao cliente.
END como núcleo; robótica, software, dados e serviço como complementos integrados. [13; 2]
INNOVATION-DRIVEN
ECOSYSTEM
Shari Loessberg / MIT Sloan; MIT
REAP
Coalizão entre empresas, universidades, capital, governo e empreendedores para escalar inovação.
Integral + UFRJ/COPPE + PUC-Rio + operadores + ANP + EMBRAPII + parque. [14; 2]
TECHNOLOGY
TRANSFER
Gayathri Srinivasan / MIT ILP & Startup Exchange Mover conhecimento entre universidade e indústria com problema, interface e incentivos claros.
Parcerias LNDC/COPPE, ponte CPTI/CETUC e acordos de P&D;
cooperativo. [2; 5–9] OPEN INNOVATIONChristy Garcia / MIT Corporate Relations Conectar demanda corporativa, startups, pesquisa e capital para acelerar experimentação e adoção.
Cliente-operador formula a dor;
Integral integra; ICT reduz risco;
contrato valida. [2] Vocabulário recomendado para a submissão: sistema sociotécnico; ciência aplicada; aprendizado por ação; humano no circuito; transferência bidirecional; portfólio orientado a missões; modularidade; validação em ambiente relevante; desrisco tecnológico; inovação ao redor do núcleo; ecossistema de empreendedorismo orientado por inovação.
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MAPA DE AVALIAÇÃO
13 Aderência aos critérios do call
CRITÉRIORESPOSTA DO CASEONDE ENCONTRARAUTOA
VALIAÇ
ÃO ADERÊNCIA AO TEMAIntegra P&D;, estratégia de portfólio, propriedade intelectual, universidade-empresa-startup-operador, energia, dados e transição para novos setores.
Seções 3–6, 8 e 12ALTA
RESULTADO DA
INICIATIVA
Métricas com número, período e fonte: 91% de redução de sensores, 100% de cobertura, detecção integral nos testes divulgados, R$ 24,66 mi previstos e 7ª posição ANP, acordo de R$ 1,1 mi/18 meses.
Seção 7ALTA
REPLICABILIDADE DO
APRENDIZADO
Playbook de oito gates, papéis da coalizão, critérios de saída e indicadores mínimos permitem repetir o caminho sem copiar uma tecnologia específica.
Seção 11ALTA
ESTÁGIO DO ESFORÇO
INOVADOR
Empresa em operação comercial, com contratos de referência, portfólio, equipe e P&D; cooperativo; maturidades distintas são explicitadas e roadmap não é tratado como resultado.
Seções 2, 6 e 7ALTA
LASTRO TECNOLÓGICO
Integra fenômenos de END, sensores, mecânica, eletrônica, controle, software, dados, operação e interpretação; parcerias científicas e propriedade intelectual reforçam barreiras de conhecimento.
Seções 3–5 e 10ALTA Conclusão A Integral IMI representa uma rota brasileira de transformação de ciência em indústria. Em cinco anos de operação acompanhada, a empresa saiu da incubação, consolidou competências proprietárias, conquistou contratos de alta exigência, estruturou projetos com diferentes fontes de recursos, formou equipe multidisciplinar, mudou-se para o Parque Tecnológico da UFRJ e iniciou a transferência de sua base de óleo e gás para mineração e siderurgia.
Seu mérito central não é um robô, um sensor ou um software isolado. É o sistema repetível que conecta laboratório, engenharia, contrato, campo e dado. Essa arquitetura produz três impactos simultâneos: maior soberania tecnológica, decisões industriais mais seguras e uma plataforma empresarial capaz de crescer por adjacências.
O benchmark da Gecko mostra o tamanho potencial da categoria; a trajetória da Integral mostra como esse caminho pode ser construído no Brasil, mobilizando competências locais e instrumentos do sistema nacional de inovação. O case é, portanto, uma história de lastro tecnológico, execução, aprendizagem e escala.
FRASE-SÍNTESE
A Integral transforma ciência aplicada em dados confiáveis para decisões sobre ativos críticos - e transforma cada operação de campo em aprendizado para o próximo mercado.
Documento preparado para leitura humana e assistida por IA • evidências rastreáveis16
RASTREABILIDADE
Fontes e notas de evidência As fontes foram classificadas para distinguir registro público, material fornecido pela empresa e benchmark. Links externos estavam acessíveis na data de fechamento, 14 de setembro de 2026.
MATERIAIS FORNECIDOS
[D1] Integral IMI. Intutucional Integral. Apresentação institucional fornecida para esta submissão, versão 2026.
[D2] Integral IMI. INTEGRAL - Institutional Presentation. Apresentação institucional em inglês fornecida para esta submissão, versão 2026.
[D3] Gecko para IMI. Documento de benchmark estratégico fornecido para esta submissão, 2026.
FONTES PÚBLICAS E PRIMÁRIAS
[1] Crivum. ANPEI Summit 2026 - chamada de cases e critérios de avaliação. Acessar fonte.
[2] ANPEI Summit 2026. Programação, temas e palestrantes. Acessar fonte.
[3] Integral IMI. Site institucional. Acessar fonte.
[4] Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Relatório Anual de Tecnologia e Meio Ambiente 2024, tabela 1.7. Acessar fonte.
[5] COPPE/UFRJ. Pesquisadores da Coppe desenvolvem sistema de inspeção de tubos, 1 ago. 2024. Acessar fonte.
[6] EMBRAPII. Relação de projetos EMBRAPII, posição jan. 2026, projeto COPPE–Integral. Acessar fonte.
[7] UFRJ, Conselho de Coordenação do Centro de Tecnologia. Ata CCCT de 9 mar. 2026, acordo UFRJ–Transpetro–Integral–EMBRAPII. Acessar fonte.
[8] LNDC/COPPE/UFRJ. Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem. Acessar fonte.
[9] CPTI/CETUC/PUC-Rio. Quem somos e equipe. Acessar fonte.
[10] Y Combinator. Gecko Robotics - company profile. Acessar fonte.
[11] Gecko Robotics. Company and Cantilever platform. Acessar fonte.
[12] MIT Industrial Performance Center. Research on technology, productivity and humans in the loop. Acessar fonte.
[13] MIT Sloan. David Robertson. Innovating in existing markets: lessons from LEGO / The Third Way. Acessar fonte.
[14] MIT Regional Entrepreneurship Acceleration Program. Innovation-driven entrepreneurial ecosystems. Acessar fonte.
[15] MIT System Design and Management. Integrated systems-centered approach. Acessar fonte.
[16] MIT Leaders for Global Operations. Action learning on real company problems. Acessar fonte.
[17] INPI / Google Patents. BR102013007957B1, registro de patente com inventores da linhagem técnica da equipe. Acessar fonte.
[18] Google Patents. US20090223283A1, sistema de detecção de vazamento em umbilicais. Acessar fonte.
[19] WIPO / Google Patents. WO2015024080A1, equipamento subaquático de exame por raios gama. Acessar fonte.
NOTA METODOLÓGICA
PÚBLICA identifica fatos sustentados por fonte pública primária ou institucional externa. EMPRESA identifica dados dos materiais fornecidos pela Integral, que devem ser confirmados internamente antes da submissão definitiva se houver atualização. BENCHMARK identifica comparação estratégica, não vínculo.
Valores futuros de roadmap não foram tratados como resultados realizados.
[conteúdo visual do documento] [página 1] Diagrama em três blocos:
CIÊNCIA
pesquisa aplicada + infraestrutura
ENGENHARIA
hardware + software + integração própria
OPERAÇÃO
serviço de campo + dados para decisão
[página 2] Indicadores em destaque:
R$ 24,66 mi previstos em 1 projeto nos planos ANP de 2024 7ª empresa brasileira executora
91% menos sensores em uma solução cooperativa resultado técnico divulgado pela COPPE [5]
>15 equipamentos/plataformas no portfólio dado institucional da empresa
pessoas na estrutura reportada 22 CLT + 6 sócios + 7 estagiários + 11 terceiros [D1]
Tabela — Campos canônicos para avaliação:
| CRITÉRIO | RESPOSTA OBJETIVA |
|---|---|
| PROBLEMA | Inspeções industriais críticas ainda podem ser lentas, arriscadas, fragmentadas e dependentes de soluções importadas, com baixa continuidade entre aquisição de sinais e decisão de manutenção. |
| INICIATIVA | Construção de uma empresa deep tech verticalmente integrada, conectada a ICTs e capaz de desenvolver, fabricar, operar e interpretar soluções de inspeção. |
| ESTÁGIO ATUAL | Operação comercial com contratos de referência, portfólio multiproduto, equipe estruturada e P&D cooperativo em execução; alguns ativos seguem em desenvolvimento e validação. |
| RESULTADOS | Cobertura integral e detecção de anomalias em validações publicadas; redução de sensores; posição de destaque em planos ANP; diversificação setorial; presença internacional reportada. |
| REPLICABILIDADE | Modelo reproduzível por meio de problema industrial real, ICT complementar, engenharia proprietária, validação de campo, contrato âncora e reutilização do núcleo tecnológico em adjacências. |
[página 3] Quatro blocos numerados:
1. DOR INDUSTRIAL
Ativos críticos operam em ambientes agressivos, confinados, submersos ou de difícil acesso. Inspeções manuais e cadeias fragmentadas elevam risco, tempo e incerteza.
2. HIPÓTESE EMPRESARIAL
Uma empresa brasileira pode dominar a cadeia completa - mecanismo, sensores, eletrônica, controle, software e análise - e aprender mais rápido a cada operação.
3. MECANISMO DE INOVAÇÃO
Problemas reais dos clientes são convertidos em projetos com ICTs, protótipos, testes e validação de campo. O conhecimento retorna ao portfólio e reduz o risco da próxima aplicação.
4. MODELO DE VALOR
A venda não é apenas de equipamento: inclui engenharia, inspeção como serviço, produção de evidência técnica e dados que sustentam decisões sobre manutenção e vida útil.
[página 4] Tabela — Trajetória e pontos de inflexão:
| ANO | INFLEXÃO | EVIDÊNCIA | EFEITO NO CASE |
|---|---|---|---|
| 2021 | INCUBAÇÃO E BASE TÉCNICA | Início das operações na Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ. Consolidação de eletrônica própria para ultrassom e correntes parasitas, segundo a linha do tempo institucional. | Capacidade científica convertida em núcleo empresarial. |
| 2022 | PROPRIEDADE INTELECTUAL | Desenvolvimento e proteção de sistemas rotativos; aprofundamento de mecânica, sensores, aquisição e processamento de sinais. | Formação de ativos reutilizáveis. |
| 2023 | PRIMEIROS CONTRATOS ÂNCORA | Materiais da empresa registram os primeiros contratos com Petrobras e Vallourec. | Validação por clientes de alta exigência. |
| 2024 | ESCALA DE P&D | Entrada de projetos sob a cláusula de P&D da ANP, crescimento de infraestrutura e equipe. A ANP registrou a Integral em 7º lugar entre empresas brasileiras executoras nos planos submetidos no ano. | Mudança de patamar financeiro e tecnológico. |
| 2025 | PARQUE E GOVERNANÇA | Mudança para o Parque Tecnológico da UFRJ; lançamento de novas plataformas; contratos com operadores; reforço de governança, qualidade e operação. | Da incubação para uma organização de escala industrial. |
| 2026 | DIVERSIFICAÇÃO E CONTINUIDADE | Serviços e projetos em óleo e gás, mineração e siderurgia; acordo UFRJ–Transpetro–Integral–EMBRAPII para crawler robótico, aprovado em março de 2026. | Reuso das competências em novos contextos e continuidade do P&D cooperativo. |
[página 5] Fluxo “from gear to data”:
01 DESAFIO DO ATIVO
geometria • acesso • dano provável • criticidade • decisão esperada
02 CIÊNCIA E METROLOGIA
fenômeno físico • sensor • calibração • probabilidade de detecção
03 ENGENHARIA PROPRIETÁRIA
mecânica • eletrônica • controle • firmware • integração
04 OPERAÇÃO DE CAMPO
mobilização • segurança • aquisição • cobertura • qualidade
05 DADO E DECISÃO
processamento • visualização • laudo • histórico • manutenção
Blocos — Como a integração cria vantagem:
FEEDBACK CURTO
Quem desenvolve também observa o comportamento em campo. A falha volta rapidamente ao time de engenharia.
DADOS DE PRIMEIRA ORDEM
A empresa controla como o sinal é gerado e contextualizado, elevando a qualidade da análise posterior.
MODULARIDADE
Plataformas, sensores e software podem ser recombinados para novos ativos e setores sem recomeçar do zero.
CONTEÚDO LOCAL
Conhecimento, fabricação e suporte próximos reduzem dependência externa e aumentam a capacidade de customização.
[página 6] Tabela — Portfólio como prova de plataforma:
| BLOCO | COMPETÊNCIA | EXEMPLOS DO PORTFÓLIO |
|---|---|---|
| ROBÓTICA DE ACESSO | Crawlers e veículos autônomos ou teleoperados para dutos, pilares, tanques, cascos e estruturas industriais. | AURI; TRACTUS; HCI; plataformas subsea |
| END E SENSORIAMENTO | Ultrassom, correntes parasitas, correntes parasitas pulsadas, tomografia, visão e fotogrametria. | INSPECTIL; X-FLEX; matrizes e módulos próprios |
| FERRAMENTAS ESPECIAIS | Sistemas rotativos, ferramentas instrumentadas e PIGs para cobertura e resolução superiores. | INPEC e famílias rotativas; PIGs instrumentados |
| ELETRÔNICA E CONTROLE | Aquisição, sincronização, controle de movimento, firmware e processamento de sinais desenvolvidos internamente. | Arquitetura que conecta sensores ao dado confiável |
| SOFTWARE E DADOS | Reconstrução, mapas, visualização, rastreabilidade, análise e relatório orientado à decisão. | SIGMEC/MIRUS e softwares associados |
| ENGENHARIA E SERVIÇO | Projeto, fabricação, qualificação, mobilização, operação, interpretação e suporte. | Entrega ponta a ponta |
[página 7] Tabela — Ecossistema científico e institucional:
| NÓ | TIPO DE VÍNCULO | EVIDÊNCIA | CONTRIBUIÇÃO |
|---|---|---|---|
| LNDC / COPPE / UFRJ | COOPERAÇÃO FORMAL | Projeto EMBRAPII-COPPE para ferramentas rotativas; desenvolvimento conjunto divulgado pela COPPE; novo acordo UFRJ–Transpetro–Integral–EMBRAPII aprovado em 2026. | Infraestrutura, pesquisa em END e corrosão, validação, formação de pessoas e redução de risco tecnológico. [5–8] |
| CPTI / CETUC / PUC-Rio | PONTE DE CONHECIMENTO | Miguel de Andrade Freitas aparece no material institucional como consultor da Integral para eletrônica ultrassônica e processamento de sinais e integra a equipe do CPTI/CETUC. | Aproxima competências de instrumentação, eletrônica e soluções nacionais de inspeção. [D1; 9] |
| PUC-Rio | LINHAGEM FORMATIVA | CEO e CTO têm formação na PUC-Rio; o CEO desenvolveu mestrado em engenharia mecânica e o CTO, mestrado em mecatrônica. | Combina base acadêmica em mecânica, automação e sensoriamento com experiência industrial. [D1–D2] |
| Parque Tecnológico da UFRJ | RESIDÊNCIA | Sede reportada dentro do Parque desde 2025, após o ciclo na Incubadora COPPE. | Mantém densidade de conexões com ICTs, talentos, operadores e projetos de inovação. [D1–D2; 3] |
[página 8] Tabela — Contratos e fontes de financiamento:
| MECANISMO | COMO FUNCIONA | EVIDÊNCIA NO CASE | VALOR CRIADO | BASE |
|---|---|---|---|---|
| CONTRATOS COMERCIAIS | Compra de serviço, solução ou desenvolvimento por cliente industrial. | Petrobras, Vallourec e contratos com operadores reportados no histórico; relacionamento com Galp confirmado por depoimento institucional. | Receita, validação do problema e referência de mercado. | EMPRESA |
| P&D REGULADO ANP | Recursos de operadores sujeitos à cláusula de investimento em P,D&I. | Em 2024, R$ 24,66 milhões estavam previstos em um projeto com a Integral como executora nos planos submetidos à ANP. | Projetos de maior escala e risco tecnológico; 7ª posição entre empresas brasileiras executoras. | PÚBLICA [4] |
| COFINANCIAMENTO EMBRAPII | Compartilhamento de risco entre empresa, unidade EMBRAPII e parceiro demandante. | Projeto COPPE/LNDC–Integral para ferramentas rotativas e acordo com Transpetro em 2026. | Acesso a competência científica e aceleração da validação. | PÚBLICA [6–7] |
| COOPERAÇÃO UFRJ | Instrumento universidade–empresa–operador com plano, orçamento e prazo. | Acordo aprovado em março de 2026: R$ 1,1 milhão, 18 meses, crawler robótico para inspeção de teto de tanque. | Governança formal, entregáveis e infraestrutura compartilhada. | PÚBLICA [7] |
| INCUBAÇÃO E PARQUE | Infraestrutura, ambiente e conexões para formação e crescimento. | Incubadora COPPE a partir de 2021; Parque Tecnológico da UFRJ desde 2025. | Redução de custo de coordenação e proximidade com talentos e parceiros. | EMPRESA [D1–D2; 3] |
[página 9] Tabela — Resultados medidos e evidências:
| DIMENSÃO | RESULTADO / MÉTRICA | PERÍODO | ESTÁGIO | FONTE |
|---|---|---|---|---|
| POSIÇÃO EM P&D | 7ª entre empresas brasileiras executoras; R$ 24,66 mi previstos; 1 projeto | Planos submetidos em 2024 | Plano aprovado/submetido conforme relatório | PÚBLICA [4] |
| EFICIÊNCIA DE SENSORIAMENTO | 12 sensores; redução de 91% frente a solução tradicional; cobertura interna de 100% | Divulgação COPPE, ago. 2024 | Sistema desenvolvido e testado | PÚBLICA [5] |
| DETECÇÃO | Todas as anomalias presentes nos corpos de prova foram identificadas | Testes no Rio, Macaé e França até 2024 | Validação em múltiplos locais | PÚBLICA [5] |
| NOVO ACORDO | R$ 1,1 mi; 18 meses; 4 organizações signatárias | Aprovado em mar. 2026 | P&D cooperativo em execução | PÚBLICA [7] |
| PORTFÓLIO | >15 equipamentos/plataformas desenvolvidos ou ofertados | Posição institucional de 2026 | Portfólio em diferentes maturidades | EMPRESA [D1–D2] |
| PESSOAS | 46 pessoas: 22 CLT, 6 sócios, 7 estagiários e 11 terceiros | Estrutura reportada em 2026 | Organização operacional | EMPRESA [D1] |
| PROPRIEDADE INTELECTUAL | >10 ativos/pedidos de PI associados ao portfólio e à trajetória técnica | Posição institucional de 2026 | Status e titularidade variam por ativo | EMPRESA [D1–D2] |
| ALCANCE | Clientes ou entregas reportados em Brasil, França, Alemanha e Austrália | Até 2026 | Presença comercial/internacional reportada | EMPRESA [D1–D2] |
| DIVERSIFICAÇÃO | Serviços reportados em óleo e gás, mineração e siderurgia; soluções para renováveis no portfólio | Até set. 2026 | Operação comercial + expansão de portfólio | EMPRESA [D1–D2] |
[página 10] Tabela — De óleo e gás para novos setores:
| SETOR | ATIVOS-ALVO | PROBLEMA TRANSFERÍVEL | ESTÁGIO NO CASE |
|---|---|---|---|
| ÓLEO E GÁS | Dutos, risers, tanques, cascos, linhas e equipamentos subsea | Corrosão, trincas, erosão, geometria complexa, ambiente submerso | Mercado de origem e principal campo de validação |
| MINERAÇÃO | Tubulações de polpa, transportadores, estruturas e ativos sujeitos a abrasão | Perda de espessura, desgaste, disponibilidade e grandes distâncias | Serviços já reportados; oportunidade de repetição em escala |
| SIDERURGIA | Estruturas, vasos, linhas, rolos e equipamentos de processo | Altas temperaturas, ciclos severos, corrosão e parada crítica | Serviços já reportados; aplicação de robótica e END |
| RENOVÁVEIS | Estruturas offshore e ativos de geração | Acesso, corrosão, fadiga e inspeção recorrente | Portfólio e rota de crescimento reportados |
Blocos — O que é replicado entre setores:
NÚCLEO 1 • ACESSO
Locomoção, aderência, vedação, navegação e controle em geometrias difíceis.
NÚCLEO 2 • MEDIÇÃO
Seleção do fenômeno físico, calibração, cobertura, repetibilidade e incerteza.
NÚCLEO 3 • DADOS
Aquisição sincronizada, contextualização, visualização e histórico do ativo.
NÚCLEO 4 • OPERAÇÃO
Segurança, mobilização, treinamento, critérios de aceitação e suporte.
[página 11] Tabela — Gecko Robotics como benchmark de escala:
| ELEMENTO | GECKO | APRENDIZADO PARA A INTEGRAL |
|---|---|---|
| ORIGEM | Resolver uma dor concreta de inspeção em ativos críticos. | Começar pelo problema industrial que possui urgência, acesso e orçamento. |
| HARDWARE COMO ENTRADA | Robôs e sensores coletam dados de primeira ordem sobre condição física. | Controlar a qualidade da aquisição e não terceirizar a interface crítica. |
| CAMADA DE DADOS | Uma plataforma organiza histórico, análise e decisões sobre ativos. | Evoluir de laudos isolados para continuidade de dados e inteligência do portfólio. |
| MULTISSETOR | Aplicações em energia, aço, mineração, papel e celulose, defesa e outros setores. | Transferir o núcleo tecnológico para adjacências com mecanismos de dano comuns. |
| MODELO DE ESCALA | Combinação de equipamentos, inspeção como serviço e software recorrente. | Equilibrar contratos de engenharia, serviço e produtos digitais sem perder foco. |
| CAPITAL E GOVERNANÇA | Venture capital apoiou crescimento acelerado e plataforma global. | Adotar o princípio de escala, mas calibrar capital e governança ao contexto brasileiro. |
[página 12] Tabela — Sócios, liderança e propriedade intelectual:
| LIDERANÇA | FUNÇÃO | REPERTÓRIO RELEVANTE |
|---|---|---|
| Murilo Giron Camerini | CEO | Engenheiro mecânico e mestre pela PUC-Rio; MBA executivo internacional; mais de 15 anos de experiência; fundador da Ouro Nova e da Integral IMI. |
| Vitor Manoel A. Silva | COO | Engenheiro metalúrgico, mestre e doutor pela UFRJ; dez anos como pesquisador na COPPE; experiência em END aplicado à energia. |
| Daniel Almeida Camerini | CTO | Engenheiro de controle e automação e mestre em mecatrônica pela PUC-Rio; mais de 20 anos em detecção de vazamentos, PIGs instrumentados, automação subsea e visão robótica. |
| Guttemberg Coelho da Silva | Gerente de Engenharia | Engenheiro mecânico; cerca de 20 anos em projeto mecânico, materiais e manufatura. |
| Claudio Soligo Camerini | Consultor | Engenheiro metalúrgico e mestre pela COPPE/UFRJ; mais de 40 anos em sistemas de inspeção e histórico de invenções para ambientes críticos. |
| Miguel de Andrade Freitas | Consultor | Engenheiro eletricista, mestre e doutor; pesquisador do CPTI/CETUC; responsável por eletrônica ultrassônica e processamento de sinais no material institucional. |
[página 13] Tabela — Método replicável:
| GATE | AÇÃO | COMO FAZER | EVIDÊNCIA DE SAÍDA |
|---|---|---|---|
| 1 | ESCOLHER A DOR | Problema crítico, frequente e economicamente relevante; usuário e decisão bem definidos. | Carta do problema; custo da inação; patrocinador industrial. |
| 2 | MAPEAR O SISTEMA | Ativo, ambiente, dano, acesso, medição, segurança, dados e processo decisório. | Mapa de requisitos e interfaces; riscos priorizados. |
| 3 | MONTAR A COALIZÃO | Empresa integradora + ICT complementar + cliente-operador + mecanismo de funding. | Papéis, propriedade intelectual, dados, orçamento e governança acordados. |
| 4 | PROTOTIPAR COM GATES | Avançar de bancada para corpo de prova, ambiente relevante e campo com critérios de passagem. | Cobertura, repetibilidade, probabilidade de detecção, segurança e tempo. |
| 5 | VALIDAR COM HUMANO NO LOOP | Projetar automação para ampliar o inspetor e preservar julgamento, rastreabilidade e responsabilidade. | Procedimento operacional; exceções; aceitação do usuário. |
| 6 | CONTRATAR E MEDIR | Converter teste em contrato, medir resultado no período e registrar baseline. | Métrica técnica + operacional + econômica; referência de cliente. |
| 7 | MODULARIZAR | Separar plataforma, payload, eletrônica, software e serviço para reuso controlado. | Biblioteca de módulos; interfaces; versões e dados comparáveis. |
| 8 | TRANSFERIR PARA ADJACÊNCIAS | Selecionar setores com mecanismos de dano e restrições equivalentes. | Primeiro cliente âncora; adaptação mínima; aprendizado incorporado. |
Blocos — Indicadores mínimos para uma réplica:
TÉCNICO
cobertura • repetibilidade • detecção • incerteza • robustez
OPERACIONAL
tempo • segurança • mobilização • disponibilidade • retrabalho
ECONÔMICO
custo evitado • produtividade • extensão de vida • recorrência
APRENDIZADO
módulos reutilizados • ciclo de desenvolvimento • dados acumulados
[página 14] Tabela — Convergência com repertórios do MIT:
| MÉTODO / PALAVRA-CHAVE | REFERÊNCIA | PRINCÍPIO | EVIDÊNCIA NO CASE |
|---|---|---|---|
| ACTION LEARNING | MIT LGO / prática do MIT Sloan | Aprender sobre problemas reais enquanto se entrega resultado; ciclos de fazer, medir e refletir. | Projetos com operadores e ICTs; protótipo, campo e incorporação do aprendizado ao portfólio. [16] |
| SYSTEMS THINKING | MIT System Design and Management; Edivandro Conforto | Tratar tecnologia, pessoas, processos, dados e governança como sistema sociotécnico integrado. | From gear to data; engenharia + operação + decisão; gates para P&D crítico. [15; 2] |
| HUMANS IN THE LOOP | Ben Armstrong / MIT Industrial Performance Center | Automação produtiva preserva conhecimento, julgamento e trabalho humano de maior valor. | Robôs ampliam acesso e cobertura; especialistas validam aquisição, exceções e decisão. [12; 2] |
| THE THIRD WAY | David Robertson / MIT Sloan | Inovar ao redor do núcleo com complementos, serviços e modelos que elevam o valor ao cliente. | END como núcleo; robótica, software, dados e serviço como complementos integrados. [13; 2] |
| INNOVATION-DRIVEN ECOSYSTEM | Shari Loessberg / MIT Sloan; MIT REAP | Coalizão entre empresas, universidades, capital, governo e empreendedores para escalar inovação. | Integral + UFRJ/COPPE + PUC-Rio + operadores + ANP + EMBRAPII + parque. [14; 2] |
| TECHNOLOGY TRANSFER | Gayathri Srinivasan / MIT ILP & Startup Exchange | Mover conhecimento entre universidade e indústria com problema, interface e incentivos claros. | Parcerias LNDC/COPPE, ponte CPTI/CETUC e acordos de P&D cooperativo. [2; 5–9] |
| OPEN INNOVATION | Christy Garcia / MIT Corporate Relations | Conectar demanda corporativa, startups, pesquisa e capital para acelerar experimentação e adoção. | Cliente-operador formula a dor; Integral integra; ICT reduz risco; contrato valida. [2] |
[página 15] Tabela — Aderência aos critérios do call:
| CRITÉRIO | RESPOSTA DO CASE | ONDE ENCONTRAR | AUTOAVALIAÇÃO |
|---|---|---|---|
| ADERÊNCIA AO TEMA | Integra P&D, estratégia de portfólio, propriedade intelectual, universidade-empresa-startup-operador, energia, dados e transição para novos setores. | Seções 3–6, 8 e 12 | ALTA |
| RESULTADO DA INICIATIVA | Métricas com número, período e fonte: 91% de redução de sensores, 100% de cobertura, detecção integral nos testes divulgados, R$ 24,66 mi previstos e 7ª posição ANP, acordo de R$ 1,1 mi/18 meses. | Seção 7 | ALTA |
| REPLICABILIDADE DO APRENDIZADO | Playbook de oito gates, papéis da coalizão, critérios de saída e indicadores mínimos permitem repetir o caminho sem copiar uma tecnologia específica. | Seção 11 | ALTA |
| ESTÁGIO DO ESFORÇO INOVADOR | Empresa em operação comercial, com contratos de referência, portfólio, equipe e P&D cooperativo; maturidades distintas são explicitadas e roadmap não é tratado como resultado. | Seções 2, 6 e 7 | ALTA |
| LASTRO TECNOLÓGICO | Integra fenômenos de END, sensores, mecânica, eletrônica, controle, software, dados, operação e interpretação; parcerias científicas e propriedade intelectual reforçam barreiras de conhecimento. | Seções 3–5 e 10 | ALTA |
[página 16]
Como citar
CAMERINI, Murilo. Da ciência aplicada à escala industrial: Construção de uma empresa brasileira de inspeção avançada, robótica e dados a partir do ecossistema UFRJ–PUC-Rio. Crivum, 2026. Disponível em: https://crivum.org/p/20pfyrl4.
Camerini, M. (2026). Da ciência aplicada à escala industrial: Construção de uma empresa brasileira de inspeção avançada, robótica e dados a partir do ecossistema UFRJ–PUC-Rio. Crivum. https://crivum.org/p/20pfyrl4
@misc{crivum_ma77,
author = {Murilo Camerini},
title = {Da ciência aplicada à escala industrial: Construção de uma empresa brasileira de inspeção avançada, robótica e dados a partir do ecossistema UFRJ–PUC-Rio},
year = {2026},
publisher = {Crivum},
url = {https://crivum.org/p/20pfyrl4},
note = {Crivum MA77},
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