
O CASE INVENTTA ICT: CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COOPERAÇÃO E SOBERANIA PARA OS NOVOS DESAFIOS DA SAÚDE - CONSTRUINDO CAPACIDADE NACIONAL DE INOVAÇÃO EM SAÚDE.
Bruno Gomes prestígio (1)
Avaliação por modelos + Supervisão Editorial.
Aceite provisório
Registro já válido e público — número, score e prova congelados. Em revisão complementar do comitê; um endosso o torna definitivo, e o número não muda.
O case Inventta ICT: construindo capacidade nacional de inovação em saúde.
Resumo executivo
O trabalho relata a criação e consolidação do Inventta ICT, uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação privada, sem fins lucrativos, credenciada no CNPq, fundada pela Blau Farmacêutica e pelo Laboratório Bergamo e idealizada por Bruno Gomes, Marcelo Hahn e Uilberson Silva. O caso parte da lacuna brasileira entre produção científica, desenvolvimento tecnológico, regulação, propriedade intelectual, financiamento e aplicação industrial na saúde, propondo uma plataforma colaborativa para integrar academia, indústria, governo, startups, centros de pesquisa e instituições de fomento.
O texto descreve que o Inventta ICT propõe um novo modelo de inovação baseado na construção contínua de competências, na articulação de redes colaborativas e na geração de capacidades permanentes para o país. Apresenta um diferenciado modelo de governança, a gestão por níveis de maturidade tecnológica (Technology Readiness Level - TRL), o portfólio em plataformas inovações radicais, incrementais, IFAs e medicamentos biotecnológicos e sintéticos de alta complexidade, além do caso demonstrativo do biossimilar de pembrolizumabe para o tratamento de diversos tipos de câncer. A contribuição central é apresentar o Inventta ICT como um modelo institucional voltado não apenas ao desenvolvimento de produtos, mas à construção contínua de competências, infraestrutura, talentos, redes colaborativas e soberania tecnológica em saúde.
Os resultados já observados demonstram a robustez da iniciativa. O instituto reúne atualmente 104 colaboradores altamente qualificados, incluindo 19 doutores, 17 mestres e 34 especialistas, com 57% da equipe composta por mulheres, inclusive em posições de liderança. Além disso, conta com aproximadamente R$ 41 milhões investidos em tecnologias e infraestrutura, mais de R$ 173 milhões em encomendas tecnológicas contratadas.
Em síntese, o Inventta ICT representa uma mudança de paradigma: transformar desafios tecnológicos em agendas estruturadas de inovação, converter inovação em desenvolvimento tecnológico e transformar desenvolvimento em competitividade, acesso à saúde e soberania tecnológica. Sua principal contribuição não é apenas o desenvolvimento de novas tecnologias, mas a criação das condições necessárias para que o Brasil amplie, de forma sustentável, sua capacidade de inovar e participar ativamente da construção do futuro da saúde.
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Autores: Bruno Gomes, Marcelo Hahn e Uilberson Silva
Fundadores: Blau Farmacêutica e Laboratório Bergamo
1. Contextualização
Os desafios tecnológicos da saúde estão mudando de natureza. A evolução dos medicamentos biológicos, anticorpos monoclonais, terapias avançadas, nanotecnologia, inteligência artificial aplicada à saúde e plataformas digitais exige competências científicas, tecnológicas e regulatórias que ultrapassam os modelos tradicionais de pesquisa e desenvolvimento. Nesse contexto, a capacidade de inovar depende cada vez mais da integração entre diferentes atores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), da construção de conhecimento multidisciplinar e da cooperação contínua entre ciência, indústria e sociedade.
Foi a partir desse cenário que surgiu o Inventta ICT, uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) privada, sem fins lucrativos, idealizada por Bruno Gomes, Marcelo Hahn e Uilberson Silva e viabilizada pelo apoio e fundação da Blau Farmacêutica e do Laboratório Bergamo. A iniciativa foi concebida no contexto das oportunidades criadas pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016), com o propósito de estabelecer uma plataforma permanente capaz de conectar ciência, desenvolvimento tecnológico, propriedade intelectual, regulação, financiamento, formação de talentos e transferência de tecnologia para enfrentar desafios estratégicos da saúde.
Mais do que criar um centro de pesquisa, o Inventta ICT foi estruturado para responder a uma lacuna identificada no ecossistema brasileiro de inovação: a dificuldade de transformar conhecimento científico em soluções tecnológicas de forma contínua, integrada e orientada ao impacto. Seu modelo de atuação busca reduzir a fragmentação entre universidades, empresas, centros de pesquisa, startups, instituições de fomento e governo, criando um ambiente colaborativo voltado à construção de capacidades tecnológicas permanentes para o país.
O diferencial do Inventta ICT está em seu modelo institucional. A organização combina governança independente, gestão da inovação baseada em níveis de maturidade tecnológica (TRL), atuação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), integração entre inovação incremental e radical e articulação contínua entre academia, indústria e setor público.
O portfólio está organizado em três plataformas tecnológicas: IFAs e Medicamentos Biotecnológicos, Medicamentos Sintéticos e Inovações Radicais e Incrementais, permitindo equilibrar resultados e entregas de curto prazo com a construção de competências estratégicas para o futuro.
Os resultados já observados demonstram a robustez da iniciativa. O instituto reúne atualmente 104 colaboradores altamente qualificados, incluindo 19 doutores, 17 mestres e 34 especialistas, com 57% da equipe composta por mulheres, inclusive em posições de liderança. Além disso, conta com aproximadamente R$ 41 milhões investidos em tecnologias e infraestrutura, mais de R$ 173 milhões em encomendas tecnológicas contratadas e um plano de expansão que poderá resultar em mais de R$ 200 milhões em investimentos destinados à consolidação de sua infraestrutura científica e tecnológica, incluindo novos laboratórios e capacidades avançadas para pesquisa e desenvolvimento em saúde.
Como demonstração prática do modelo, destaca-se o desenvolvimento nacional de um biossimilar de pembrolizumabe, conduzido em parceria com a Blau Farmacêutica. O projeto, atualmente em TRL 6, após a conclusão das etapas iniciais de desenvolvimento e caracterização, encontra-se em fase de estudos clínicos globais. Além do potencial econômico associado a um mercado global superior a US$ 31 bilhões anuais, a iniciativa representa uma oportunidade estratégica para ampliar a autonomia nacional em biotecnologia, acelerar o acesso a terapias oncológicas avançadas e consolidar competências críticas em anticorpos monoclonais, engenharia de processos, ciência regulatória e desenvolvimento clínico.
O Inventta ICT também incorpora tecnologias emergentes, incluindo aplicações de inteligência artificial para acelerar processos relacionados ao desenvolvimento de IFAs e medicamentos, e atua em estreita conexão com instrumentos nacionais de fomento à inovação, fortalecendo a interação entre conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e aplicação industrial.
Sob a perspectiva ESG, sua atuação contribui para a promoção da saúde, formação de talentos, igualdade de gênero, fortalecimento da infraestrutura de inovação, desenvolvimento econômico e construção de parcerias estratégicas, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à saúde, educação, inovação e cooperação institucional.
O caso demonstra que uma ICT privada pode desempenhar papel estratégico no fortalecimento da capacidade tecnológica nacional. Mais do que desenvolver produtos específicos, o Inventta ICT propõe um novo modelo de inovação baseado na construção contínua de competências, na articulação de redes colaborativas e na geração de capacidades permanentes para o país.
Em síntese, o Inventta ICT representa uma mudança de paradigma: transformar desafios tecnológicos em agendas estruturadas de inovação, converter inovação em desenvolvimento tecnológico e transformar desenvolvimento em competitividade, acesso à saúde e soberania tecnológica. Sua principal contribuição não é apenas o desenvolvimento de novas tecnologias, mas a criação das condições necessárias para que o Brasil amplie, de forma sustentável, sua capacidade de inovar e participar ativamente da construção do futuro da saúde.
Palavras-chave: Inovação em Saúde; Capacitação Tecnológica Nacional; Soberania Tecnológica; Ecossistema de Inovação; Cooperação Multissetorial; Inteligência Artificial; Propriedade Intelectual; Transferência de Tecnologia; Biotecnologia; Sustentabilidade; ESG; Capacitação; Impacto Social.
2. O problema: quando o desafio tecnológico supera o modelo tradicional de
inovação
A transformação da indústria farmacêutica global vem impondo desafios que ultrapassam os limites dos modelos tradicionais de inovação. A crescente complexidade dos biológicos, anticorpos monoclonais, terapias avançadas, nanotecnologia, inteligência artificial aplicada à saúde e das exigências regulatórias demanda competências científicas, tecnológicas e institucionais cada vez mais sofisticadas. Para países que ainda dependem fortemente de tecnologias desenvolvidas no exterior, o desafio é ampliar sua capacidade de desenvolver, absorver e transformar conhecimento em inovação de forma sustentável.
Esse diagnóstico não é exclusivo do Inventta ICT: é o ponto de partida da literatura sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que descreve a dependência tecnológica externa do setor como uma vulnerabilidade estrutural do sistema de saúde brasileiro (Gadelha, 2003).
Essa dependência é mensurável. Em 2025, o Brasil importou cerca de US$ 14,8 bilhões e exportou aproximadamente US$ 1,4 bilhão em produtos farmacêuticos, segundo dados do Comex Stat (MDIC) citados pela Confederação Nacional da Indústria; o governo federal estimava em 2023 um déficit da ordem de US$ 9 bilhões ao ano nesse segmento. Esses números e não apenas o arcabouço jurídico do Marco Legal de CT&I (Lei nº 13.243/2016), são a base empírica para o argumento de que o país precisa de mecanismos de cooperação entre indústria, universidades e institutos de pesquisa aplicada.
No Brasil, esse cenário se traduz na necessidade de ampliar o acesso a terapias inovadoras, reduzir dependências tecnológicas externas, fortalecer o desenvolvimento local e acelerar a transformação do conhecimento científico em soluções de impacto para a saúde. Embora o país possua produção científica relevante e capacidade industrial crescente, ainda existem dificuldades para converter conhecimento em inovação de mercado de maneira contínua e estruturada.
Neste contexto, capacidade nacional é entendida como a habilidade do país de gerar, absorver, desenvolver, escalar e transferir conhecimento científico e tecnológico para a criação de produtos, processos e soluções de valor para a sociedade. Essa capacidade depende da integração entre pesquisa, infraestrutura tecnológica, formação de talentos, propriedade intelectual, regulação e indústria.
Da mesma forma, soberania tecnológica não significa autossuficiência total, mas a capacidade estratégica de dominar competências e tecnologias críticas para a saúde, reduzindo vulnerabilidades e fortalecendo a autonomia do país na tomada de decisões e no desenvolvimento de soluções para demandas prioritárias.
Já o impacto é definido pelos resultados concretos gerados para o ecossistema de inovação e para a sociedade, incluindo a criação de propriedade intelectual, o desenvolvimento de novas tecnologias, a formação de profissionais qualificados, a atração de investimentos em P&D, o fortalecimento da indústria nacional e a ampliação do acesso a soluções inovadoras em saúde.
A partir dessa perspectiva, o desafio deixou de ser apenas tecnológico.
A questão central que motivou a criação do Inventta ICT foi: como transformar a inovação em um ativo sistêmico e permanente para o país, e não apenas em iniciativas pontuais de desenvolvimento tecnológico?
A principal lacuna identificada era a ausência de mecanismos capazes de integrar, de forma estruturada, os diferentes atores do ecossistema de inovação. As universidades, empresas, startups, centros de pesquisa, investidores e órgãos públicos frequentemente atuam de forma fragmentada, dificultando a conexão entre geração de conhecimento, proteção da propriedade intelectual, desenvolvimento tecnológico, regulação, financiamento e inserção no mercado.
Foi para enfrentar essa lacuna que nasceu o Inventta ICT. Mais do que desenvolver tecnologias específicas, a iniciativa foi concebida como uma plataforma de inovação colaborativa capaz de conectar ciência, indústria e mercado, acelerando a transformação do conhecimento em soluções de alto impacto para a saúde. Apoiado e fundado pela Blau Farmacêutica e pelo Laboratório Bergamo, o Inventta ICT busca fortalecer capacidades nacionais, ampliar a soberania tecnológica e gerar impactos duradouros para o desenvolvimento científico, econômico e social do país.
3. A solução: construir capacidade tecnológica com ICT focado em desafios e inovações para saúde
A criação do Inventta ICT foi fundamentada em uma visão estratégica de longo prazo: em um cenário global cada vez mais orientado pelo conhecimento, a capacidade de produzir insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e medicamentos é importante, mas a capacidade de desenvolver, dominar e evoluir tecnologias críticas é o verdadeiro diferencial para a competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de saúde no Brasil.
A experiência internacional demonstra que a soberania tecnológica em saúde não é construída apenas por meio da manufatura, mas pela consolidação de competências científicas, tecnológicas e institucionais capazes de gerar conhecimento, desenvolver plataformas inovadoras, proteger propriedade intelectual e transformar descobertas em soluções acessíveis para a sociedade. Nesse contexto, áreas como biotecnologia, desenvolvimento de IFAs estratégicos, anticorpos monoclonais, nanotecnologia, tecnologia farmacêutica, ciência regulatória, propriedade intelectual e inteligência artificial aplicada à saúde assumem papel central na construção da autonomia tecnológica nacional.
Foi a partir dessa visão que teve início, em novembro de 2021, a concepção do modelo que daria origem ao Inventta ICT. O processo partiu da identificação de uma lacuna estrutural no ecossistema brasileiro de inovação em saúde: embora o país possua produção científica relevante, competências técnicas qualificadas e uma base industrial em evolução, ainda existem barreiras significativas para a transformação sistemática do conhecimento em soluções tecnológicas de alto impacto que fomentem e conectem a inovação tecnológica. As universidades, empresas, startups, centros de pesquisa, órgãos governamentais e agências de fomento frequentemente atuam de forma desconectada, dificultando a integração entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico, proteção intelectual, regulação, financiamento e aplicação industrial. Para enfrentar esse desafio, foi concebido um modelo institucional capaz de atuar como elo integrador entre os diferentes atores do ecossistema. Após um período de estruturação estratégica, definição do modelo operacional e construção da governança, o Inventta ICT foi formalmente constituído em 28 de novembro de 2024 em estatuto social devidamente registrado nos órgãos competentes, com o propósito de atuar como uma plataforma permanente de inovação colaborativa voltada ao desenvolvimento tecnológico em saúde.
O modelo foi desenhado para transformar desafios tecnológicos em programas estruturados de desenvolvimento, reunindo competências científicas, regulatórias e empresariais em uma mesma estrutura. Por meio dessa abordagem, o Inventta ICT promove atividades de pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental, geração e proteção de propriedade intelectual, formação de recursos humanos especializados, captação de recursos para inovação e transferência de tecnologia para o setor produtivo. Adicionalmente, atua de forma estratégica em capacitação técnico-científica e na aplicação de inteligência artificial para acelerar os projetos.
A estratégia de atuação do Inventta ICT pode ser resumida da seguinte forma:
• Problema: fragmentação do ecossistema de inovação e dificuldade de transformar conhecimento científico
em soluções aplicadas.
- Mecanismo institucional: criação de uma ICT privada com governança própria, atuando como plataforma de cooperação entre academia, indústria, governo e agentes de fomento.
- Atividades: pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental, propriedade intelectual, interação regulatória, formação de talentos e transferência tecnológica.
- Entregas: conhecimento aplicado, patentes, plataformas tecnológicas, processos desenvolvidos, profissionais capacitados e parcerias estratégicas.
- Resultados esperados: fortalecimento da capacidade nacional de inovação, ampliação da soberania tecnológica, aumento da competitividade da indústria da saúde e geração de impacto socioeconômico sustentável.
A consolidação institucional do Inventta ICT foi reconhecida em 2025, com seu credenciamento junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O credenciamento foi formalizado por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União em 5 de junho de 2025, integrando a 527ª Relação de Credenciamento do CNPq, sob o número 900.1364/2025, com vigência até 5 de junho de 2030.
Com a estrutura de governança estabelecida e o reconhecimento institucional obtido, o Inventta ICT foi oficialmente apresentado ao mercado em junho de 2025, por meio do lançamento de seu website, página no LinkedIn e demais canais institucionais de comunicação, ampliando sua interação com empresas, universidades, centros de pesquisa e demais integrantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em complemento, o website conta com um canal para captação e submissão de oportunidades inovadoras para desenvolvimentos em colaboração.
Sob a perspectiva ESG, o modelo contribui para a formação de capital humano qualificado, o fortalecimento da infraestrutura científica nacional, a ampliação do acesso futuro a tecnologias de saúde e a promoção de um desenvolvimento baseado em conhecimento, inovação e sustentabilidade com governança. Ao criar capacidades tecnológicas permanentes e estimular a cooperação entre diferentes atores do ecossistema, o Inventta ICT contribui para uma inovação mais inclusiva, resiliente e alinhada aos desafios de longo prazo da sociedade.
Assim, a visão que orienta o Inventta ICT pode ser sintetizada em três pilares complementares: saúde, futuro e soberania tecnológica. Saúde, pela geração de soluções que ampliem o acesso a terapias inovadoras; futuro, pela construção contínua de competências científicas e tecnológicas; e soberania tecnológica, pela capacidade de desenvolver, no Brasil, tecnologias estratégicas que fortaleçam a competitividade nacional e reduzam vulnerabilidades externas. Nesse modelo, a inovação deixa de estar associada a projetos isolados e passa a constituir uma capacidade institucional permanente a serviço do desenvolvimento do país.
4. Os idealizadores e a construção da visão
O Inventta ICT surgiu a partir da convergência entre competências científicas, tecnológicas e empresariais voltadas à construção de uma infraestrutura permanente de inovação para o setor da saúde. Desde sua concepção, a iniciativa foi estruturada para atuar como um ambiente capaz de conectar pesquisa, desenvolvimento tecnológico, propriedade intelectual, regulação e aplicação industrial, contribuindo para reduzir as barreiras entre a geração de conhecimento e sua transformação em soluções de valor para a sociedade.
A construção do modelo foi impulsionada pela visão compartilhada de seus idealizadores Bruno Gomes, Marcelo Hahn e Uilberson Silva e pelo apoio estratégico da Blau Farmacêutica e do Laboratório Bergamo, fundadoras do instituto, que reconheceram a necessidade de criar um mecanismo institucional capaz de fortalecer a capacidade nacional de inovação e acelerar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas em saúde.
Diferentemente de estruturas voltadas a projetos específicos, o Inventta ICT foi concebido como uma plataforma permanente de colaboração, reunindo empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições de fomento em torno de desafios tecnológicos de alta complexidade. Essa abordagem permite ampliar a geração de conhecimento aplicado, promover a transferência de tecnologia e estimular a formação de competências essenciais para o desenvolvimento sustentável do setor.
5. Modelo de governança e metodologias
Um dos principais diferenciais do Inventta ICT é seu modelo de governança, concebido para garantir que as decisões relacionadas à pesquisa, desenvolvimento e inovação sejam orientadas por critérios científicos, tecnológicos e de interesse público, preservando a independência técnica da instituição, mesmo em um ambiente de intensa colaboração com empresas, universidades, centros de pesquisa e agências de fomento.
Desde sua criação, o instituto foi estruturado para atuar como uma organização capaz de equilibrar excelência científica, sustentabilidade financeira, integridade institucional e geração de valor para a sociedade. Essa arquitetura de governança foi desenhada para minimizar conflitos de interesse, assegurar transparência nos processos decisórios e garantir que a seleção e condução dos projetos estejam alinhadas à missão institucional de fortalecimento das capacidades nacionais em saúde.
A estrutura de governança é formalmente definida em seu Estatuto Social e composta pelos seguintes órgãos diretivos:
- Assembleia Geral, responsável pelas deliberações institucionais e estratégicas.
- Diretoria, responsável pela gestão executiva, implementação da estratégia e operação das atividades do instituto.
- Conselho Consultivo, responsável por apoiar a definição de diretrizes estratégicas, prioridades tecnológicas e conexões com o ecossistema de inovação.
- Conselho Fiscal, responsável pelo acompanhamento da gestão financeira e patrimonial, promovendo transparência e controle institucional.
O modelo também prevê diferentes categorias de participação institucional, compostas por associados fundadores, mantenedores, efetivos e honorários, criando uma estrutura que favorece a colaboração entre diferentes atores sem comprometer a autonomia das decisões técnico-científicas.
Para assegurar conformidade e transparência, o Inventta ICT opera com regimentos internos, políticas de integridade e mecanismos formais de prestação de contas. Os processos financeiros seguem os princípios fundamentais de contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade, sendo submetidos periodicamente a auditorias independentes previstas em regulamento interno.
5.1 Independência técnica e mecanismos de decisão
O caráter inovador da governança do Inventta ICT está na separação entre financiamento, direcionamento estratégico e decisão técnico-científica.
Embora mantenedoras e parceiros possam contribuir para a definição de desafios prioritários, a seleção e priorização dos projetos seguem critérios objetivos previamente estabelecidos, considerando:
- relevância para a saúde pública e para o setor produtivo;
- potencial de geração de impacto socioeconômico;
- contribuição para a soberania tecnológica nacional;
- potencial de geração de propriedade intelectual;
- nível de maturidade tecnológica (TRL);
- viabilidade regulatória;
- potencial de transferência tecnológica;
- capacidade de escalonamento industrial;
- disponibilidade de competências científicas e tecnológicas associadas.
Esse modelo reduz o risco de direcionamento de recursos para interesses específicos de curto prazo e fortalece a capacidade do instituto de atuar em desafios estratégicos de longo alcance.
5.2 O papel do NIT na governança da inovação
Em conformidade com o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) ocupa papel central na governança institucional. O NIT é responsável pela gestão estratégica da inovação, proteção e gestão da propriedade intelectual, avaliação de oportunidades tecnológicas, articulação de parcerias nacionais e internacionais, estruturação de projetos colaborativos, apoio à captação de recursos e instrumentos de fomento, desenvolvimento de estratégias de transferência de tecnologia, promoção de iniciativas de inovação aberta e pesquisa translacional.
Além do NIT, a governança é apoiada por núcleos especializados de pesquisa e desenvolvimento, gente e gestão, administração e finanças, garantindo suporte técnico e operacional para a execução dos programas estratégicos.
5.3 Modelo de inovação orientado por impacto
O Inventta ICT foi estruturado para transformar desafios complexos da saúde em soluções tecnológicas aplicáveis por meio de uma metodologia integrada que conecta ciência, regulação, mercado e desenvolvimento industrial.
O modelo opera em oito etapas interdependentes:
- Identificação do desafio com mapeamento de necessidades médicas, tecnológicas, industriais e estratégicas para o país.
- Scouting científico e tecnológico para identificação de competências, pesquisadores, startups, universidades e tecnologias emergentes capazes de contribuir para a solução.
- Priorização estratégica com avaliação das oportunidades com base em critérios de impacto, TRL, soberania tecnológica, viabilidade regulatória, potencial de propriedade intelectual e retorno para o ecossistema.
- Arquitetura da solução para definição do escopo técnico, modelo de governança do projeto, fontes de financiamento, indicadores de desempenho, cronograma e estratégia de proteção intelectual.
- Desenvolvimento tecnológico com execução das atividades de pesquisa aplicada e desenvolvimento experimental.
- Validação e maturação tecnológica, incluindo a condução das etapas de validação analítica, pré-clínica, clínica, regulatória e industrial, conforme o estágio de desenvolvimento da tecnologia.
- Proteção e transferência de tecnologia com a implementação de mecanismos de proteção intelectual, licenciamento, codesenvolvimento e transferência tecnológica.
- Escalonamento e impacto para gerar conexão das soluções desenvolvidas com processos produtivos, registro regulatório, acesso ao mercado e políticas públicas.
5.4 Governança como plataforma de construção de capacidades
Mais do que um modelo de gestão de projetos, a governança do Inventta ICT foi desenhada para funcionar como um mecanismo permanente de construção de capacidades tecnológicas nacionais.
Cada projeto desenvolvido gera resultados imediatos, como conhecimento aplicado, propriedade intelectual, novas tecnologias e formação de recursos humanos. Ao mesmo tempo, fortalece ativos estruturantes do ecossistema, incluindo redes de colaboração, competências científicas, infraestrutura tecnológica e mecanismos de transferência de conhecimento.
Essa característica torna a governança do Inventta ICT um diferencial institucional relevante: enquanto modelos tradicionais de P&D se concentram na entrega de produtos específicos, o Inventta ICT foi estruturado para gerar simultaneamente inovação, capacitação, cooperação e desenvolvimento tecnológico sustentável. Dessa forma, sua contribuição transcende os resultados individuais dos projetos e passa a atuar diretamente no fortalecimento da competitividade, da capacidade nacional de inovação e da soberania tecnológica brasileira.
6. Pipeline tecnológico: inovação incremental, radical e biotecnologia
Um dos diferenciais estratégicos do Inventta ICT é a gestão simultânea de diferentes horizontes de inovação, combinando iniciativas de curto e médio prazo, capazes de gerar resultados tangíveis para o mercado, com projetos de longo prazo voltados à construção de competências tecnológicas estratégicas para o país. Essa abordagem permite equilibrar geração de valor, redução de riscos tecnológicos e fortalecimento contínuo da capacidade nacional de inovação em saúde.
Para garantir esse equilíbrio, o portfólio é estruturado em plataformas tecnológicas e monitorado por indicadores de inovação compatíveis com o estágio de maturidade de cada projeto. A tomada de decisão considera critérios como impacto em saúde, potencial de propriedade intelectual, viabilidade regulatória, oportunidade de mercado, contribuição para a soberania tecnológica e evolução do nível de maturidade tecnológica (Technology Readiness Level - TRL).
O portfólio do Inventta ICT está estruturado em plataformas tecnológicas que abrangem diferentes horizontes de inovação e níveis de maturidade tecnológica. As plataformas de desenvolvimento farmacêutico, otimização de processos e melhorias de produtos existentes concentram predominantemente iniciativas de inovação incremental, voltadas à ampliação da eficiência, qualidade, sustentabilidade e competitividade tecnológicas para necessidades médicas não atendidas. Já as plataformas de biotecnologia, anticorpos monoclonais, nanotecnologia, inteligência artificial aplicada à saúde e outras tecnologias emergentes estão associadas principalmente à inovação radical, por envolverem a criação de novas capacidades tecnológicas, ativos de propriedade intelectual e soluções capazes de transformar paradigmas terapêuticos e produtivos. A gestão integrada dessas plataformas permite ao instituto combinar resultados de curto prazo, oriundos de projetos incrementais, com a construção de competências estratégicas de longo prazo, essenciais para o fortalecimento da capacidade nacional de inovação e da soberania tecnológica em saúde.
Além do desenvolvimento de projetos tecnológicos, o Inventta ICT atua alinhado aos mecanismos nacionais de promoção da inovação e fortalecimento da capacidade científica e tecnológica do país. Quando participa de programas de fomento ou iniciativas apoiadas por recursos públicos, o instituto observa as diretrizes estabelecidas pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, incluindo práticas de transparência, acompanhamento de resultados, prestação de contas e gestão dos ativos tecnológicos gerados.
Sua atuação está conectada aos principais instrumentos de incentivo à pesquisa, desenvolvimento e inovação, incluindo editais e programas de instituições como o CNPq, a Finep e a Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama), além de iniciativas de cooperação científica, encomendas tecnológicas e programas voltados à ampliação da infraestrutura de pesquisa e inovação. Esses mecanismos contribuem para acelerar o desenvolvimento de competências científicas, plataformas tecnológicas e soluções de alto impacto para a saúde.
Ao combinar inovação incremental, inovação radical e o desenvolvimento de plataformas tecnológicas estratégicas, o Inventta ICT equilibra a geração de resultados no curto prazo com a construção de capacidades para o futuro. Enquanto os projetos incrementais promovem ganhos de eficiência, qualidade e competitividade, as iniciativas de maior complexidade tecnológica fortalecem competências críticas em áreas como biotecnologia, terapias avançadas e tecnologias emergentes.
Dessa forma, o instituto transforma seu portfólio em uma plataforma contínua de inovação, na qual cada projeto gera não apenas resultados técnicos e econômicos, mas também conhecimento, formação de talentos, redes de colaboração e infraestrutura tecnológica. Esse modelo permite ampliar a autonomia tecnológica nacional, fortalecer o ecossistema de inovação em saúde e contribuir de forma consistente para a soberania tecnológica e o desenvolvimento sustentável do país.
6.1 Caso Demonstrativo: Desenvolvimento Nacional de Biossimilar de Pembrolizumabe
Entre os projetos que compõem o portfólio do Inventta ICT, destaca-se o desenvolvimento nacional de um biossimilar de pembrolizumabe, conduzido em parceria com a Blau Farmacêutica. O projeto representa um exemplo concreto da aplicação do modelo de inovação e governança do instituto, demonstrando como a integração de competências científicas, tecnológicas, regulatórias e industriais pode acelerar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a saúde.
O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal anti-PD-1 amplamente utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer. Seu desenvolvimento exige elevado nível de conhecimento técnico, infraestrutura especializada e interação coordenada entre diferentes áreas do conhecimento, tornando-o um dos projetos de maior complexidade tecnológica atualmente conduzidos pelo instituto. Além do elevado potencial econômico, com um mercado global superior a US$ 31 bilhões anuais (fonte: Merck), o desenvolvimento do biossimilar de pembrolizumabe representa uma oportunidade estratégica para ampliar a autonomia nacional em biotecnologia, desenvolver competências críticas em anticorpos monoclonais e contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde por meio da ampliação do acesso a terapias oncológicas de alta complexidade.
Ao longo do desenvolvimento, foram concluídas as etapas correspondentes aos níveis de maturidade tecnológica TRL 1 a TRL 5, abrangendo a pesquisa inicial, definição da estratégia tecnológica, desenvolvimento do IFA biotecnológico, caracterizações analíticas e biológicas, desenvolvimento da formulação e estudos de comparabilidade.
Atualmente, o projeto encontra-se em TRL 6, com a condução de estudos clínicos globais em diferentes países, etapa fundamental para demonstrar comparabilidade, segurança e eficácia do medicamento biológico. As etapas futuras compreendem o avanço até o TRL 9, incluindo submissão regulatória, obtenção do registro sanitário e comercialização.
Como principais marcos do desenvolvimento, podemos considerar:
- Desenvolvimento do IFA biotecnológico (anticorpo monoclonal);
- Caracterização físico-química e biológica;
- Desenvolvimento da formulação do medicamento;
- Condução dos estudos de comparabilidade;
- Realização dos estudos não clínicos;
- Condução dos estudos clínicos globais;
- Submissão regulatória e registro do medicamento biossimilar;
- Transferência de tecnologia e disponibilização para produção comercial.
Em relação aos resultados obtidos até o momento, mais do que o avanço de um produto específico, o projeto permitiu consolidar competências estratégicas em:
- desenvolvimento de anticorpos monoclonais;
- engenharia de processos biotecnológicos;
- caracterização analítica avançada;
- desenvolvimento farmacêutico;
- controle de qualidade;
- ciência regulatória;
- gestão de propriedade intelectual;
- desenvolvimento clínico global.
Sob a perspectiva deste case, o principal resultado do projeto não é apenas o avanço de um medicamento biológico estratégico, mas a construção de capacidades tecnológicas permanentes que permanecem disponíveis para futuros programas de inovação. Ao longo do desenvolvimento do biossimilar de pembrolizumabe, foram consolidadas competências em biotecnologia, engenharia de processos, caracterização analítica avançada, desenvolvimento farmacêutico, ciência regulatória, propriedade intelectual e desenvolvimento clínico, fortalecendo o ecossistema nacional de inovação, reduzindo dependências externas e ampliando a capacidade brasileira de desenvolver medicamentos biológicos de alta complexidade.
Nesse contexto, o projeto demonstra, na prática, que o Inventta ICT vai além da execução de projetos de P&D. Sua atuação está voltada à estruturação e integração de competências científicas, tecnológicas, regulatórias e industriais capazes de transformar desafios complexos em conhecimento aplicado, inovação e impacto sustentável para o sistema de saúde brasileiro.
Assim, o desenvolvimento do pembrolizumabe representa mais do que a geração de um novo produto: representa a consolidação de uma infraestrutura científica, tecnológica e regulatória capaz de acelerar futuros desenvolvimentos, ampliar o acesso a terapias avançadas e contribuir para a soberania tecnológica brasileira em biotecnologia e oncologia.
Dessa forma, o projeto constitui uma evidência concreta de que investir em inovação significa não apenas desenvolver tecnologias, mas construir capacidades permanentes para o futuro da saúde no Brasil.
7. Diferencial inovador
A trajetória de concepção e estruturação do Inventta ICT demonstrou que a inovação em saúde depende não apenas da excelência científica, mas da capacidade de integrar competências, instituições e recursos em torno de desafios estratégicos de longo prazo. Os principais aprendizados obtidos podem servir de referência para o ecossistema de inovação.
O principal diferencial do Inventta ICT não está em uma tecnologia específica, em uma patente ou em um único projeto de pesquisa. Sua inovação reside no modelo institucional criado para transformar desafios complexos da saúde em capacidades tecnológicas permanentes para o país.
Diversas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) atuam com excelência na geração de conhecimento científico, na execução de projetos de pesquisa ou na gestão de propriedade intelectual. Outras possuem forte conexão com a academia ou com o setor produtivo. O diferencial do Inventta ICT é integrar essas funções em uma única plataforma, combinando governança, desenvolvimento tecnológico, regulação, propriedade intelectual, financiamento, formação de talentos e transferência de tecnologia em um modelo orientado à construção de capacidades nacionais.
Enquanto modelos tradicionais de inovação frequentemente atuam em etapas específicas da cadeia de valor, o Inventta ICT foi estruturado para atuar de forma integrada ao longo de todo o ciclo de inovação, desde a identificação de desafios estratégicos até a transferência tecnológica e a geração de impacto para a sociedade. Essa abordagem permite superar uma das principais limitações do ecossistema brasileiro de inovação em saúde: a fragmentação entre pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, validação regulatória, proteção intelectual, financiamento e aplicação industrial.
O elemento genuinamente inovador do modelo é sua capacidade de funcionar simultaneamente como:
- Articulador do ecossistema, conectando empresas, universidades, startups, centros de pesquisa, agências de fomento e governo;
- Estruturador de programas tecnológicos, transformando desafios complexos em projetos e plataformas de desenvolvimento;
- Construtor de capacidades, formando competências científicas, regulatórias e tecnológicas que permanecem disponíveis para novos ciclos de inovação;
- Agente de transferência tecnológica, aproximando conhecimento científico e aplicação industrial;
- Catalisador de soberania tecnológica, fortalecendo competências nacionais em áreas estratégicas para a saúde.
O modelo também se diferencia pela sua estrutura de governança. A atuação do instituto está sustentada por mecanismos formais de independência técnica, integridade, gestão da propriedade intelectual, acompanhamento da maturidade tecnológica (TRL), avaliação de impacto, gestão de conflitos de interesse e transparência na prestação de contas. Esse desenho permite que decisões científicas e tecnológicas sejam orientadas por critérios de mérito, relevância estratégica e potencial de impacto, independentemente da origem dos recursos ou dos parceiros envolvidos.
Outro diferencial relevante é a gestão simultânea de diferentes horizontes de inovação. O portfólio do Inventta ICT combina iniciativas de inovação incremental, capazes de gerar ganhos de competitividade e eficiência no curto prazo, com projetos de inovação radical voltados à criação de novas plataformas tecnológicas em áreas como biotecnologia, terapias avançadas, nanotecnologia e inteligência artificial aplicada à saúde. Dessa forma, resultados imediatos convivem com a construção de competências que serão estratégicas para o futuro do setor.
O desenvolvimento do biossimilar de pembrolizumabe exemplifica essa lógica. Mais do que um projeto destinado à obtenção de um medicamento biológico de alta complexidade, a iniciativa permitiu consolidar competências em desenvolvimento de anticorpos monoclonais, processos biotecnológicos, caracterização analítica avançada, ciência regulatória, desenvolvimento clínico e transferência tecnológica. O produto é relevante, mas o principal resultado é a infraestrutura de conhecimento e capacidades construída ao longo do processo, que poderá sustentar futuros programas tecnológicos.
7.1 Resultados e Evidências Quantitativas
Embora o Inventta ICT seja uma instituição recente, os resultados observados desde sua estruturação demonstram a capacidade do modelo de mobilizar recursos, integrar competências e transformar desafios tecnológicos em programas concretos de inovação.
Atualmente, o instituto mantém um portfólio com mais de 100 projetos em desenvolvimento, distribuídos em diferentes níveis de maturidade tecnológica (TRL), abrangendo desde pesquisas em estágios iniciais até programas em fase avançada de validação clínica e transferência tecnológica. Esse portfólio está organizado em três plataformas estratégicas: IFAs e Medicamentos Biotecnológicos, Medicamentos Sintéticos e Inovações Radicais e Incrementais.
As atividades são conduzidas por uma equipe de 104 colaboradores, incluindo 19 doutores, 17 mestres e 34 especialistas, formando uma base multidisciplinar capaz de atuar em áreas como biotecnologia, desenvolvimento farmacêutico, ciência regulatória, propriedade intelectual, inteligência artificial e gestão da inovação. A diversidade também constitui um elemento estratégico do modelo, com 57% do quadro formado por mulheres, inclusive em posições de liderança.
Em termos de mobilização de recursos para inovação, o instituto registra aproximadamente R$ 173 milhões em encomendas tecnológicas contratadas e cerca de R$ 41 milhões investidos em infraestrutura, equipamentos e tecnologias de ponta, destinados ao fortalecimento da capacidade nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde.
O modelo também tem ampliado sua interação com o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação por meio da participação em programas de fomento, cooperação técnico-científica e desenvolvimento conjunto com empresas, universidades, centros de pesquisa, hospitais, startups e instituições públicas. Essas iniciativas contribuem para a geração de conhecimento aplicado, a formação de recursos humanos especializados e o desenvolvimento de soluções com potencial de impacto para o sistema de saúde. A consolidação do modelo também é evidenciada por seu credenciamento como ICT junto ao CNPq, pela estruturação de seu Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), pela participação em programas de capacitação e transferência de tecnologia apoiados pelo poder público e pelo reconhecimento obtido em iniciativas de inovação, desenvolvimento tecnológico e formação de talentos.
Além dos resultados tangíveis, o Inventta ICT acompanha indicadores relacionados à evolução da maturidade tecnológica dos projetos, formação de competências, redes colaborativas estabelecidas, geração de ativos tecnológicos e potencial de transferência de tecnologia. Essa abordagem reflete a visão do instituto de que o principal resultado da inovação não está apenas nos produtos desenvolvidos, mas também nas capacidades científicas, tecnológicas e institucionais construídas ao longo do processo.
A maturidade do modelo também é refletida em reconhecimentos obtidos por iniciativas vinculadas ao ecossistema do instituto. Em 2024, 2025 e 2026, projetos desenvolvidos em parceria com o Inventta ICT foram reconhecidos no Prêmio IEL de Talentos, destacando contribuições para formação de profissionais, pesquisa aplicada e inovação.
Adicionalmente, a Blau Farmacêutica, mantenedora da iniciativa, figurou entre as empresas de destaque no Prêmio Valor Inovação 2025, evidenciando a consistência de uma trajetória voltada à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à geração de valor para o setor farmacêutico. Esses reconhecimentos reforçam a capacidade do modelo de transformar competências científicas e tecnológicas em resultados concretos para o ecossistema de saúde.
Em síntese, enquanto muitas organizações medem seu sucesso pelo número de projetos, publicações ou patentes geradas, o Inventta ICT adota uma lógica diferente: cada projeto deve gerar simultaneamente conhecimento, competências, redes de colaboração, ativos tecnológicos e capacidade futura de inovação.
O produto mais relevante do Inventta ICT não é um medicamento, uma patente ou uma tecnologia específica. É a criação de um modelo capaz de transformar a inovação em uma capacidade nacional permanente, fortalecendo a competitividade, a soberania tecnológica e o desenvolvimento sustentável da saúde no Brasil.
8. Aprendizados, diretrizes para replicação e limitações
A experiência de concepção, estruturação e operação do Inventta ICT demonstrou que a inovação em saúde deve ser compreendida como um processo contínuo de construção de capacidades científicas, tecnológicas e institucionais. Em ambientes caracterizados por elevada complexidade tecnológica, ciclos longos de desenvolvimento e alta incerteza regulatória, os resultados mais relevantes frequentemente transcendem os produtos desenvolvidos e se materializam na formação de competências, na geração de conhecimento e no fortalecimento de ecossistemas colaborativos.
8.1 Aprendizados e diretrizes para replicação
Ao longo dessa trajetória, foram identificados aprendizados que podem servir como referências para outras ICTs interessadas em fortalecer sua capacidade de gerar inovação de forma sustentável.
8.1.1 Construir capacidades, não apenas projetos
O desenvolvimento de programas tecnológicos de longo prazo, como o biossimilar de pembrolizumabe, evidenciou que os resultados mais relevantes da inovação nem sempre estão associados exclusivamente ao produto. Ao longo da execução do projeto, o Inventta ICT optou por investir não apenas nas entregas técnicas previstas, mas também na formação de competências científicas, tecnológicas e regulatórias, no fortalecimento da infraestrutura de pesquisa e na construção de redes de colaboração entre diferentes atores do ecossistema. Como resultado, foram consolidadas capacidades que permanecem disponíveis para futuros desenvolvimentos, ampliando a capacidade nacional de atuar em projetos de alta complexidade. Esse aprendizado reforça que programas de inovação devem ser estruturados com foco na construção de competências permanentes e ativos estratégicos, capazes de gerar impacto muito além do ciclo de vida de um único produto.
8.1.2 Governança é um fator crítico de sucesso
A implantação de uma governança independente, apoiada por um Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), critérios formais de priorização de projetos, avaliação da maturidade tecnológica por meio da metodologia TRL e gestão estratégica da propriedade intelectual, demonstrou que a governança exerce papel determinante no sucesso das iniciativas de inovação. Ao separar as decisões técnico-científicas dos interesses de financiamento ou de objetivos de curto prazo, o Inventta ICT fortaleceu a qualidade do processo decisório, aumentou a transparência na seleção de oportunidades, reduziu riscos e ampliou a sustentabilidade dos programas de inovação. Essa experiência evidenciou que a governança deve ser tratada como um instrumento estratégico para geração de valor e desenvolvimento tecnológico, e não apenas como uma estrutura administrativa de controle e conformidade.
8.1.3 Ecossistemas colaborativos aceleram resultados
A integração entre empresas, universidades, startups, centros de pesquisa e instituições de fomento foi um dos elementos centrais na estruturação do Inventta ICT. Ao assumir o papel de plataforma articuladora do ecossistema de inovação, o instituto buscou aproximar diferentes competências, recursos e perspectivas em torno de desafios tecnológicos comuns. Essa experiência demonstrou que a cooperação estruturada reduz a fragmentação do sistema de inovação, favorece o compartilhamento de conhecimento e acelera a transformação da pesquisa científica em soluções com potencial de aplicação prática. Como aprendizado, ficou evidente que a geração de impacto em áreas de alta complexidade depende da capacidade de conectar atores complementares e criar mecanismos de colaboração contínua. Por isso, recomenda-se que as ICTs adotem modelos que estimulem a interação estruturada entre academia, indústria, governo e instituições de apoio à inovação, fortalecendo a eficiência e a capacidade de geração de resultados do ecossistema como um todo.
8.1.4 Portfólios equilibrados geram impacto sustentável
A gestão simultânea de projetos de inovação incremental e radical mostrou-se um componente fundamental da estratégia do Inventta ICT. Ao estruturar um portfólio que combina iniciativas com potencial de geração de resultados mais imediatos e projetos de elevada complexidade tecnológica, o instituto passou a equilibrar necessidades de curto prazo com investimentos voltados à construção de capacidades para o futuro. Essa abordagem permitiu gerar ganhos contínuos em eficiência, qualidade e competitividade, ao mesmo tempo em que fortaleceu competências estratégicas em áreas críticas para a saúde. Como principal aprendizado, observou-se que a sustentabilidade da inovação depende da coexistência de diferentes horizontes tecnológicos e de um ambiente capaz de apoiar tanto a evolução de tecnologias existentes quanto o desenvolvimento de soluções disruptivas. A experiência reforça a importância de modelos de gestão que considerem diferentes níveis de maturidade tecnológica e promovam o equilíbrio entre resultados imediatos e a construção de vantagens competitivas de longo prazo.
8.1.5 Indicadores devem medir criação de capacidades
O acompanhamento dos projetos por meio dos níveis de maturidade tecnológica (TRL) e a avaliação sistemática dos ativos gerados ao longo do desenvolvimento permitiram ao Inventta ICT ampliar sua visão sobre o valor produzido pelas iniciativas de inovação. Em vez de monitorar apenas atividades executadas ou investimentos realizados, o instituto passou a incorporar indicadores relacionados à geração de conhecimento, desenvolvimento de competências, formação de parcerias estratégicas, criação de ativos tecnológicos e potencial de impacto para o ecossistema de saúde.
Essa experiência evidenciou que os indicadores tradicionais, embora importantes para o acompanhamento operacional, não capturam integralmente os benefícios de programas de inovação de longo prazo. Como aprendizado, observou-se que a evolução da capacidade tecnológica, a consolidação de redes colaborativas e o conhecimento acumulado são resultados tão relevantes quanto as entregas técnicas dos projetos. Nesse sentido, recomenda-se que as ICTs complementem métricas convencionais com indicadores capazes de mensurar a construção de capacidades tecnológicas e os impactos científicos, econômicos e sociais gerados ao longo do tempo.
8.2 Limitações
A experiência de concepção, estruturação e operação do Inventta ICT também evidenciou desafios inerentes ao desenvolvimento tecnológico em saúde, um setor caracterizado por ciclos longos de inovação, elevada complexidade científica e constantes mudanças no ambiente regulatório e competitivo. Entre os principais riscos identificados ao longo dessa trajetória destacam-se o surgimento de terapias mais avançadas durante o ciclo de desenvolvimento de tecnologias em andamento, atrasos em processos regulatórios, mudanças de prioridades estratégicas de parceiros e financiadores, além de alterações no cenário de mercado que possam impactar a viabilidade ou o posicionamento de determinadas soluções tecnológicas.
Diante desse contexto, o Inventta ICT incorporou a gestão de riscos como parte integrante de seu modelo de governança e de gestão do portfólio. Os riscos são periodicamente avaliados e classificados de acordo com seu potencial impacto, em níveis alto, médio ou baixo, permitindo a implementação de ações preventivas, planos de mitigação, definição clara de responsáveis e monitoramento contínuo dos fatores críticos de sucesso. Essa abordagem fortalece a capacidade de adaptação da instituição frente às mudanças tecnológicas, regulatórias e mercadológicas, contribuindo para a sustentabilidade dos projetos e para uma melhor alocação de recursos ao longo do processo de inovação.
Ao longo dessa trajetória, o principal aprendizado foi compreender que a soberania tecnológica não é resultado de uma tecnologia isolada, de uma patente específica ou de um único produto bem-sucedido. Ela é construída por meio da criação de ambientes permanentes de cooperação, capazes de integrar ciência, tecnologia, desenvolvimento industrial, propriedade intelectual, regulação, formação de talentos e transferência de conhecimento. Nesse sentido, o legado mais relevante de uma ICT não está apenas nas tecnologias que desenvolve, mas na sua capacidade de formar profissionais altamente qualificados, conectar diferentes atores do ecossistema, gerar conhecimento aplicado e ampliar continuamente a capacidade de inovação do país. A experiência do Inventta ICT reforça que o verdadeiro impacto da inovação está na construção de competências duradouras, capazes de sustentar futuros ciclos de desenvolvimento tecnológico e contribuir para a competitividade, a autonomia tecnológica e o avanço da saúde no Brasil.
9. Conclusão: saúde, futuro e soberania nacional
O caso do Inventta ICT demonstra que a inovação em saúde pode ser estruturada como uma capacidade institucional permanente e não apenas como um conjunto de projetos isolados. A criação de uma ICT privada, com governança independente, atuação orientada por desafios, gestão por maturidade tecnológica (TRL), integração entre inovação incremental e radical e articulação entre academia, indústria, governo e instituições de fomento mostra-se um mecanismo viável para reduzir a fragmentação do ecossistema de inovação e acelerar a transformação do conhecimento em desenvolvimento tecnológico.
As evidências apresentadas incluem a estruturação formal do instituto, seu credenciamento junto ao CNPq, a implantação de um modelo próprio de governança e inovação, a consolidação de uma equipe altamente qualificada, os investimentos realizados em infraestrutura tecnológica e a contratação de aproximadamente R$ 173 milhões em encomendas tecnológicas. O portfólio de projetos, incluindo o desenvolvimento do biossimilar de pembrolizumabe, demonstra a capacidade do modelo de mobilizar competências científicas, tecnológicas, regulatórias e industriais em torno de desafios estratégicos para a saúde.
Ao mesmo tempo, o caso também evidencia que parte dos resultados esperados ainda está em construção. Projetos de alta complexidade, como medicamentos biológicos e tecnologias avançadas para a saúde, possuem ciclos longos de desenvolvimento e dependem de marcos regulatórios, clínicos e produtivos para alcançar sua plena materialização.
Assim, impactos como ampliação do acesso a novas terapias, transferência tecnológica em larga escala, registro de produtos e consolidação de determinadas competências nacionais ainda serão observados ao longo dos próximos anos.
Nesse contexto, a principal contribuição do Inventta ICT não é apenas o desenvolvimento de tecnologias específicas, mas a criação de um modelo institucional capaz de gerar continuamente conhecimento, formar talentos, integrar competências, conectar atores do ecossistema e desenvolver capacidades tecnológicas estratégicas para o país. O diferencial do modelo está em tratar a inovação como um processo estruturado de construção de capacidades nacionais, combinando ciência, desenvolvimento tecnológico, propriedade intelectual, regulação, financiamento e transferência de tecnologia em uma mesma plataforma. A principal conclusão deste caso é que a soberania tecnológica não resulta de um produto ou de uma inovação isolada.
Ela é construída pela capacidade contínua de desenvolver competências, responder a novos desafios e transformar conhecimento em impacto. Sob essa perspectiva, o Inventta ICT representa uma contribuição para o fortalecimento do ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação, criando condições para que o país amplie sua capacidade de inovar de forma sustentável, colaborativa e orientada às necessidades da sociedade.
Inovação feita por pessoas para pessoas!
10. Referências e fontes para validação
1. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
Especialmente os arts. 218, 219 e 219-A, que tratam de ciência, tecnologia, pesquisa e inovação.
- BRASIL. Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016. Dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação e altera a Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, entre outras. Brasília, DF: Presidência da República, 2016.
- BRASIL. Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018. Regulamenta a Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, a Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016, e estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. Brasília, DF: Presidência da República, 2018.
- BRASIL. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2004.
- BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034: ciência, tecnologia e inovação para um Brasil justo, desenvolvido e soberano. Brasília, DF: MCTI, 2024.
- BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Brasília, DF: Presidência da República, 1996.
- BRASIL. Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Institui regimes especiais de tributação e dispõe sobre incentivos fiscais para a inovação tecnológica, entre outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2005.
- BRASIL. Lei Complementar nº 182, de 1º de junho de 2021. Institui o marco legal das startups e do empreendedorismo inovador; e altera a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Brasília, DF: Presidência da República, 2021.
- FÓRUM NACIONAL DE GESTORES DE INOVAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA (FORTEC). Fortec: Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia. Brasília, DF: FORTEC, 2026.
- GADELHA, C. A. G. O complexo industrial da saúde e a necessidade de um enfoque dinâmico na economia da saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 8, n. 2, p. 521–535, 2003.
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2015.
17. WORLD INTELLECTUAL PROPERTY ORGANIZATION (WIPO). WIPO intellectual property handbook: policy, law and use. Geneva: WIPO, 2004.
Como citar
GOMES, Bruno. O CASE INVENTTA ICT: CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COOPERAÇÃO E SOBERANIA PARA OS NOVOS DESAFIOS DA SAÚDE - CONSTRUINDO CAPACIDADE NACIONAL DE INOVAÇÃO EM SAÚDE.. Crivum, 2026. Disponível em: https://crivum.org/p/3w1rpj9r.
Gomes, B. (2026). O CASE INVENTTA ICT: CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COOPERAÇÃO E SOBERANIA PARA OS NOVOS DESAFIOS DA SAÚDE - CONSTRUINDO CAPACIDADE NACIONAL DE INOVAÇÃO EM SAÚDE.. Crivum. https://crivum.org/p/3w1rpj9r
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author = {Bruno Gomes},
title = {O CASE INVENTTA ICT: CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COOPERAÇÃO E SOBERANIA PARA OS NOVOS DESAFIOS DA SAÚDE - CONSTRUINDO CAPACIDADE NACIONAL DE INOVAÇÃO EM SAÚDE.},
year = {2026},
publisher = {Crivum},
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note = {Crivum EC59},
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