Monitoramento inteligente da frota — Rock in Rio 2026
Andre London prestígio (1)
Avaliação por modelos + Supervisão Editorial.
Aceite provisório
Registro já válido e público — número, score e prova congelados. Em revisão complementar do comitê; um endosso o torna definitivo, e o número não muda.
No Rock in Rio 2026, o CCO deixou de depender de rádio e telefone e passou a acompanhar ônibus, desvios e pátio por dados em tempo real.
Resumo executivo
O documento apresenta o caso de uso da plataforma Onn na operação de transporte do Serviço Primeira Classe do Rock in Rio 2026, conduzida pela Go2Events com frota da Expresso Recreio e empresas parceiras. A operação, antes baseada em rádio, telefone e relatos posteriores, passou a contar com mapa em tempo real, rotas georreferenciadas, alertas de desvio, câmeras embarcadas, replay de telemetria, relatórios e reconstrução do fluxo do pátio por GPS.
Na primeira semana medida, de 04 a 07/09/2026, a plataforma registrou 1.454 partidas de 2.142 viagens previstas, 177 mil quilômetros rastreados e 667 veículos monitorados. O relatório também distingue execução física de captura digital da viagem, identifica causas de perda de registro, documenta apurações de reclamações sensíveis e aponta pendências para a próxima operação, especialmente rastreadores, contingência com a plataforma Go2 e padronização de relatórios.
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PLATAFORMA ONN · CENTRO DE CONTROLE OPERACIONAL
Monitoramento inteligente da frota Rock in Rio 2026 Como a operação de transporte de público do Rock in Rio deixou de ser conduzida por rádio e telefone e passou a ser conduzida por dado em tempo real.
ITEM DETALHE
Cliente Go2Events — Operação Rock in Rio, Serviço Primeira Classe Operador da frota Expresso Recreio e empresas parceiras Plataforma Onn (mobiONN) — CCO montado na Cidade do Rock Período medido 04 a 07 de setembro de 2026 (1ª semana de operação) Período projetado 11 a 13 de setembro de 2026 (2ª semana) Elaborado por EssencIA Emissão Setembro de 2026
Sumário executivo Este documento reúne o mesmo conteúdo da apresentação executiva sobre a operação de transporte do Rock in Rio 2026 monitorada pela plataforma Onn. Ele tem duas partes: a primeira descreve a plataforma e suas telas; a segunda trata do caso Go2Events — as dores das edições anteriores, o que mudou em 2026 e o que os números mostram.
A operação do Serviço Primeira Classe leva o público dos pontos de origem até a Cidade do Rock. Em edições anteriores, ela funcionava no escuro: a informação chegava ao centro de controle por rádio e telefone, sempre depois do fato e sempre em segunda mão. Motoristas erraram o acesso à Cidade do Rock e entraram em comunidades do entorno com passageiros a bordo, e o CCO só soube quando o próprio motorista conseguiu avisar.
Em 2026, a operação passou a ser conduzida por dado. Cada veículo aparece no mapa em tempo real com a rota oficial sobreposta; o desvio dispara alerta crítico com a via e a metragem exata; a câmera de bordo é aberta a partir do próprio painel do ônibus; e o replay de telemetria reconstrói qualquer trajeto segundo a segundo.
O NÚMERO QUE RESUME O PERÍODO
Na primeira semana de operação (04 a 07/09), foram 1.454 partidas registradas de 2.142 viagens previstas — 67,9% de cumprimento — sobre 177 mil quilômetros de frota rastreada e 667 veículos monitorados. Considerando a projeção para os dias 11 a 13/09, o evento fecha em 3.099 partidas de 4.402 previstas (70,4%) e cerca de 377 mil quilômetros.
COMO LER O INDICADOR DE CUMPRIMENTO
O percentual de cumprimento mede a captura digital da viagem, não a execução física. Em parte relevante dos casos o ônibus circulou e transportou passageiros normalmente, mas a viagem não foi capturada — por ausência de rastreador vinculado, motorista sem o aplicativo ou indisponibilidade momentânea de sistema. A seção 5 detalha as quatro causas.
1. Sobre a EssencIA
Consultoria brasileira de inteligência decisional e orquestração de agentes de IA para operações complexas, fundada em outubro de 2025.
Service as Software Agentes executam a rotina operacional. Pessoas ficam com a exceção, o julgamento e a análise — que é onde elas realmente fazem diferença.
Solução por cliente, não produto de prateleira Cada engajamento é construído sobre o processo real do cliente, seus sistemas e suas restrições. Nada é vendido pronto.
Bagagem operacional, não só técnica Time com mais de 15 anos em transformação digital e serviços compartilhados, com passagens por Deloitte, EssilorLuxottica, Globo e Allos.
Papel no Rock in Rio 2026 Parametrização da operação na plataforma Onn, acompanhamento do CCO durante o evento e leitura executiva dos dados para a diretoria.
O PRINCÍPIO QUE ORIENTA O TRABALHO
Tecnologia só vira resultado quando muda a decisão que alguém toma. Por isso o trabalho não termina no sistema implantado: termina quando o operador do CCO age com um minuto de antecedência e a diretoria enxerga a operação pelo número, não pela impressão.
2. A plataforma Onn
Plataforma de gestão de frotas concebida a partir de uma arquitetura baseada em inteligência artificial: em vez de regras fixas, a lógica operacional aprende com o comportamento real da frota.
2.1 Quatro capacidades centrais
- Monitoramento integrado — mapa central com sinóticos, replay de viagens e telemetria da frota em tempo real.
- Gestão de headway — análise preditiva do espaçamento entre veículos, para evitar comboio e buraco na linha.
- Controle de velocidade — monitoramento contextual por trecho, com alerta preventivo antes de a infração virar sinistro.
- Saúde das linhas — indicadores de desempenho consolidados, cruzados com os dados de bilhetagem.
2.2 O motor por trás
- Cerca eletrônica. Cada ponto da rota tem coordenada e raio de tolerância. Romper o perímetro abre e fecha a viagem sozinho, sem digitação.
- Rota georreferenciada. O traçado oficial é desenhado, ajustado às vias e pintado por limite de velocidade de cada trecho.
- Telemetria AVL. Posição, velocidade, ignição, frenagem e aceleração chegam do hardware embarcado em fluxo contínuo.
- Vínculo automático. O sistema encaixa o veículo na viagem certa da grade assim que o GPS acusa a passagem pelo ponto inicial.
2.3 Arquitetura funcional A plataforma se organiza em quatro módulos. O encadeamento entre eles importa: um erro no Cadastro vira alerta falso em Operações e distorce o número no Relatório. Foi por isso que a parametrização das 40 linhas do evento — traçado, checkpoints, raio de tolerância e grade horária — consumiu a maior parte do trabalho antes do primeiro show.
MÓDULO PARA QUE SERVE O QUE CONTÉM
Cadastro A base de tudo Rotas com georreferenciamento, checkpoints e raio; linhas; veículos com prefixo, placa e código de integração; motoristas com matrícula, RFID e validade de CNH; grade horária Operações O jogo acontecendo Mapa em tempo real; Sinótico de espaçamento; Viagem (planejado contra realizado); Pátio de soltura e recolhimento; Status de comunicação dos rastreadores Relatórios A prestação de contas Planejado vs realizado; quilometragem operacional e ociosa; controle de velocidade e sinistros; mapa de calor de ocorrências; histórico de repasses; veículo sem escala Ferramentas Quando o padrão não basta Replay de telemetria; repasse e troca; Paty, a assistente de IA do CCO; importação em lote; filtros globais salvos por operador
2.4 As telas que sustentam a operação Mapa — onde cada ônibus está, agora A representação geográfica da operação. Cada ícone é um veículo transmitindo posição; cada traço colorido é a rota que ele deveria estar fazendo. O prefixo aparece no ícone — o mesmo número pintado na lataria, para o operador chamar pelo rádio sem consultar nada. Com a rota oficial sobreposta, o desvio deixa de ser suspeita e vira divergência visual imediata. As camadas são configuráveis: trânsito real, geozonas, satélite e modo escuro. Repasse, cancelamento, replay e resolução de alerta são acionados com um clique no veículo.
Câmera embarcada — ver dentro do ônibus, do CCO A camada que fecha o ciclo do monitoramento. Além de saber onde o veículo está, o operador abre a câmera de bordo e vê o que está acontecendo lá dentro, sem depender do relato de ninguém. A transmissão ao vivo abre no próprio painel do ônibus no mapa, ao lado da velocidade e da localização; o painel alterna entre as câmeras instaladas no veículo, consulta a bilhetagem para listar quem está a bordo daquela viagem e mostra o status de manutenção preditiva no mesmo cartão.
Ocorrência dentro do veículo era, até então, a palavra do motorista contra a do passageiro. Com a câmera aberta a partir do mapa, o operador confirma visualmente o que está acontecendo antes de acionar apoio — e trata o caso com o ônibus já identificado e acompanhado até a chegada.
Central de Alertas e Despacho — a anomalia chega antes da reclamação Recebe, organiza e registra a tratativa de toda anomalia detectada pela telemetria: desvio de rota, excesso de velocidade, parada prolongada, quebra. A fila é triada por gravidade, e o workspace à direita traz o contexto completo — motorista, veículo, velocidade no instante, limite da via e desvio em metros. Um gabarito operacional sugere a melhor prática para aquele problema específico, e nenhum alerta fecha sem o operador escrever a instrução que foi transmitida. É a trilha de auditoria da operação.
Viagem — o plano encontra a rua O livro-caixa da operação. Lista, minuto a minuto, o status de cada partida: quem saiu, quem deveria ter saído e não saiu, quem está atrasado e quem está adiantado. A coluna de diferença expõe adiantamento e atraso com sinal e cor; os filtros escondem a viagem perfeita e mostram só o que precisa de intervenção; e o operador pode finalizar, repassar, cancelar ou mandar mensagem direto ao painel do motorista.
Sinótico e Pátio — espaçamento e disponibilidade Duas telas que respondem perguntas diferentes. O Sinótico remove curvas e cruzamentos e estica a rota em linha reta: o operador não regula pelo relógio, regula pelo espaço — dois carros colados significam um lotado, um vazio e um buraco de espera atrás deles. O Pátio é o elo entre a garagem e a rua: mostra quantos veículos já saíram, quantos voltaram e, o número mais estratégico em crise, quantos estão parados e prontos para uso.
Replay de telemetria — a caixa-preta da operação Enquanto as outras telas mostram o que está acontecendo agora, o Replay recria o passado visualmente, segundo a segundo, a partir das coordenadas gravadas. O traçado completo aparece antes mesmo de dar play, os eventos ficam plotados no mapa e o player vai de 1x a 50x — uma hora de viagem auditada em pouco mais de um minuto. É o que transforma contestação, investigação de acidente e denúncia de passageiro em prova, não em versão.
Paty — a analista que não dorme Assistente de IA acessível por chat flutuante em qualquer tela. Inverte a lógica do relatório: em vez de o operador saber onde clicar, ele pergunta em linguagem natural. A assistente cruza a telemetria da frota com as condições reais de trânsito e devolve diagnóstico, não dado — linhas afetadas, segmentos em alerta, velocidade média, veículos retidos nomeados e sugestão de rota de desvio.
Relatórios — o que sobra depois que o dia acaba Dezessete relatórios que transformam a telemetria bruta em prova contratual, indicador de segurança e diagnóstico de eficiência: mapa de calor de ocorrências, controle de velocidade e sinistros com ranking por motorista, planejado vs realizado, quilometragem operacional e ociosa, KM diário por linha para conformidade contratual, histórico de repasses, veículo sem escala, passagem em terminal e em ponto e regularidade de linhas.
2.5 O CCO montado para o evento A plataforma é metade do trabalho. A outra metade é a sala: operadores em turno, telões de mapa e viagem lado a lado, rádio na mesa e o representante da produção do evento sentado dentro do CCO — o que permitiu tratar prontamente cada ocorrência de reclamação, com o veículo identificado e o acompanhamento da aproximação à Cidade do Rock.
3. O caso Go2Events
3.1 O que torna esta operação difícil Não é transporte urbano regular. É uma operação de fretamento de evento, montada do zero, com pico concentrado, destino único e público que paga por experiência.
- Escala montada do zero. Mais de 2.800 motoristas cadastrados na plataforma e 752 rastreadores portáteis distribuídos em campo, com frota de várias empresas parceiras. Nada disso existia no mês anterior.
- Pico de quatro horas. Quase 70% das partidas acontecem entre 11h e 17h. O erro não tem janela para ser corrigido no dia seguinte.
- Origens espalhadas, destino único. Shoppings do Rio, Niterói, Petrópolis, Volta Redonda, Belo Horizonte e Campinas convergindo todos para um mesmo pátio de desembarque.
- Público de primeira classe. Quem embarca comprou conforto e previsibilidade. A reclamação chega pelo SAC da Go2 e sobe direto para a produção do evento.
- Acesso cercado por comunidades. O entorno da Cidade do Rock tem vias que exigem trajeto exato. Errar a curva não é atraso: é risco de segurança e vira alegação pública.
- Motoristas sem conhecimento local. Boa parte da frota vem de fora do Rio e nunca fez aquele trajeto. Quando o motorista abre o Waze em vez do aplicativo, o sistema perde o controle do percurso.
3.2 O que doía antes do Onn O transporte funcionava — mas funcionava no escuro. A informação chegava ao CCO por rádio e telefone, sempre depois do fato e sempre em segunda mão.
- Motoristas perdidos nas comunidades. Motoristas erraram o acesso à Cidade do Rock e entraram em comunidades do entorno, com passageiros a bordo. O CCO só sabia quando o próprio motorista conseguia avisar.
- Nenhuma visibilidade em tempo real. Não havia como saber onde cada ônibus estava. Perguntas simples — o carro da Tijuca já saiu? — dependiam de ligar para alguém que talvez soubesse.
- Comportamento de direção sem instrumento. Excesso de velocidade com público a bordo não era medido. Se aparecia, aparecia depois, pela reclamação de um passageiro.
- Nada do que acontece dentro do veículo. Qualquer ocorrência na cabine dependia exclusivamente do relato do motorista, sem forma de verificar.
- Versão contra versão no pós-evento. Atraso, reclamação e incidente viravam discussão sem prova. Não existia registro auditável do trajeto percorrido.
A DOR TEM REGISTRO, NÃO É FOLCLORE
Em 05/09/2026, uma passageira reclamou pelo SAC da Go2 de um motorista perdido na subida da Grajaú-Jacarepaguá e classificou o problema como recorrente em edições anteriores do evento. Foi a primeira vez que essa alegação recebeu resposta com dado — e não com a palavra de alguém.
3.3 Cada dor, uma resposta no sistema A DOR O QUE O ONN FAZ O QUE ACONTECEU NA PRÁTICA Motorista erra o acesso e entra em comunidade Rota georreferenciada com checkpoints e raio de tolerância. O desvio dispara alerta crítico com a via exata e a metragem fora do itinerário. A alegação de entrada na Cidade de Deus foi apurada por replay e não se confirmou: 13 m de desvio médio em 12,4 km.
Ninguém sabe onde está cada ônibus Mapa com posição em tempo real de toda a frota, prefixo visível e rota oficial sobreposta. 667 veículos rastreados na semana 1. O CCO informava à produção quantos ônibus estavam no raio de 3 km e quantas vagas liberar.
Direção arriscada com público a bordo Controle de velocidade contextual por trecho, com alerta preventivo e ranking de excessos por motorista. Velocidade média da frota em movimento medida dia a dia: de 28,4 a 35,7 km/h.
Ocorrência dentro do veículo sem verificação Abertura da câmera de segurança embarcada diretamente do CCO, sobre o veículo selecionado. Casos de reclamação tratados com o veículo identificado e acompanhado até a chegada.
Versão contra versão depois do evento Replay de telemetria reconstrói o trajeto segundo a segundo, com os eventos plotados no mapa. As duas ocorrências mais sensíveis do período foram apuradas formalmente e encerradas com conclusão.
3.4 Caso real: a acusação que o dado desmontou A dor mais sensível da operação — ônibus entrando em comunidade — voltou a ser alegada em 2026. Desta vez houve com o que responder.
A alegação Um passageiro afirmou que o veículo LUP5958 havia entrado na comunidade da Cidade de Deus durante o trajeto de volta em 05/09. A reclamação subiu pelo SAC da Go2 e chegou à produção do evento no mesmo dia.
A apuração A mobiONN puxou o replay de telemetria da plataforma Onn — histórico de posições com traçado ajustado à rota oficial — e cruzou com o registro do monitoramento do CCO em tempo real.
O resultado Desvio médio de 13 metros em relação à rota oficial ao longo de 12,4 km de trecho, com 3 alertas registrados. Compatível com a passagem pela rotatória de acesso legítimo à Linha Amarela na altura da Cidade de Deus — não com entrada na comunidade. O monitoramento do CCO confirmou que o veículo não adentrou a comunidade. O caso foi encerrado com conclusão documentada e a telemetria de apoio foi enviada à produção do evento.
A SEGUNDA APURAÇÃO DO MESMO DIA
No chamado #29443, a apuração deu resultado oposto — e igualmente conclusivo. Confirmou-se dificuldade real de navegação no veículo SRI5E82: o condutor usou o Waze em vez do aplicativo ONN e seguiu por um trajeto de aproximação equivocado, identificado e corrigido pela equipe do CCO na chegada. Também aqui não houve entrada em comunidade. O ponto não é a plataforma dar sempre razão à operação: é encerrar a discussão com evidência, para os dois lados.
4. Como ler o indicador de cumprimento
Antes de olhar o número de partidas, é preciso entender o que ele mede. A viagem só entra no sistema se três elos funcionarem — e nenhum deles está inteiramente sob controle do CCO.
ELO RESPONSÁVEL O QUE FAZ
Fiscal no ponto Sistema Go2, do cliente Lê o QR Code do aplicativo ONN Drive, libera o voucher e vincula a viagem ao veículo Captura a bordo App ONN Drive ou rastreador portátil O celular do motorista ou um dos 752 rastreadores transmite a posição do veículo CCO Onn Monitoramento e alerta Recebe a telemetria, abre e fecha a viagem pela cerca eletrônica e dispara os alertas
Quando um elo falha, o ônibus roda e transporta os passageiros normalmente — mas a viagem não é capturada. Foram quatro as causas no período:
- Motoristas que não usaram o rastreador portátil. Veículos chegando aos pontos sem adesivo e sem rastreador vinculado foram reportados em todos os dias. Na Tijuca de 06/09, a cobertura foi de cerca de 50% das viagens.
- Motoristas que não usaram o aplicativo. Celular incompatível, falta de internet ou não adesão. A ausência de app nativo para iOS, presa à aprovação da App Store, exigiu uma solução via acesso web na madrugada de 04/09.
- Indisponibilidade da plataforma Go2. Cerca de 2 horas fora do ar a partir das 11h de 07/09, impactando aproximadamente 46% das viagens do dia e exigindo vinculação manual maciça.
- Instabilidade do sistema mobiONN em 04/09. Nas duas primeiras horas, o motorista precisava finalizar a viagem manualmente. Identificado e corrigido durante a própria operação: o sistema passou a fechar por cerca eletrônica.
CONSEQUÊNCIA PRÁTICA
O indicador de cumprimento deve ser lido como taxa de captura digital da viagem, e não como percentual de ônibus que saíram.
5. O pátio de desembarque
Não existe histórico da tela de desembarque — apenas o snapshot ao vivo. A mobiONN reconstruiu o fluxo do pátio pelo GPS da frota, contando como visita toda permanência de 2 a 90 minutos dentro do raio de 500 m da Cidade do Rock.
DIA ÔNIBUS DISTINTOS PERMANÊNCIA MEDIANA P90 PICO NO PÁTIO 04/09 sex 323 11,9 min 34,5 min 54 05/09 sáb 393 10,7 min 37,4 min 108 06/09 dom 544 13,7 min 41,1 min 233 07/09 seg 605 13,3 min 55,8 min 268 11 a 13/09 (projeção) 560 a 650 cerca de 13 min — 250 a 300
- O ônibus típico desce, gira e sai em pouco mais de dez minutos. A mediana ficou estável entre 10,7 e 13,7 minutos nos quatro dias medidos.
- O desconforto mora no P90, não na mediana. No dia mais carregado, 10% das visitas enfrentaram fila relevante no pátio — 55,8 minutos em 07/09.
- O pico severo é de madrugada. O congestionamento mais forte não é o da chegada do show, e sim o intervalo entre 00h e 03h, quando o fluxo de retorno se sobrepõe à chegada de novos veículos.
- Pernoites acima de 90 minutos: 24, 44, 66 e 73 casos ao longo dos quatro dias medidos.
POR QUE ISSO VIROU FERRAMENTA DE OPERAÇÃO
Foi este dado que sustentou o contato constante do CCO com a produção do evento: quantos veículos estavam no raio de 3 km, quantos estavam chegando e quantas vagas precisavam ser liberadas para recebê-los. O desafogo do desembarque deixou de depender de quem estava olhando para o portão.
6. O evento inteiro em números
INDICADOR VALOR OBSERVAÇÃO
Viagens na grade 4.402 2.142 medidas + 2.260 projetadas Partidas registradas 3.099 70,4% de cumprimento Quilometragem rastreada 377.451 km 121,8 km por partida registrada Veículos distintos cerca de 790 667 medidos na semana 1 Motoristas cadastrados mais de 2.800 na plataforma ONN Drive Velocidade média da frota 34,0 km/h frota em movimento, acima de 5 km/h
6.1 Previsto contra realizado, por dia
DIA PREVISTO PARTIDAS CUMPRIMENTO KM RASTREADOS
04/09 sex 388 321 82,7% 37.160 05/09 sáb 365 246 67,4% 36.824 06/09 dom 650 404 62,2% 42.717 07/09 seg 739 483 65,4% 60.350 11/09 sex (projeção) 700 490 70,0% 59.700 12/09 sáb (projeção) 760 555 73,0% 67.600 13/09 dom (projeção) 800 600 75,0% 73.100 Total do evento 4.402 3.099 70,4% 377.451
6.2 O que os números mostram
- A escala aguentou o pico. A grade cresceu 90% entre o primeiro e o quarto dia (388 para 739 viagens) e o volume realizado acompanhou, chegando a 483 partidas e 60.350 km rastreados em 07/09.
- A curva de cumprimento vira na semana 2. Na semana 1 o cumprimento caiu conforme a grade crescia: 82,7% no dia de menor volume, 62,2% no de maior. A projeção inverte essa relação, porque as quatro causas de perda de registro foram tratadas entre os dois fins de semana.
- A reconfiguração foi ajuste, não quebra. Dos 129 repasses lançados no CCO no período medido, 128 foram atualização de grade e apenas 1 por falta de profissional.
- O teto do pátio é o limite real. 268 ônibus simultâneos em 07/09 já é o novo patamar. A projeção chega a 300 — e é aí, não na grade, que está o gargalo físico da operação.
7. Como a projeção foi construída
OS DIAS 11, 12 E 13/09 NÃO FORAM MEDIDOS São estimativa construída sobre o comportamento observado na primeira semana e estão marcados como projeção em todas as tabelas deste documento e da apresentação correspondente.
1. Grade no patamar maduro
A grade da semana 1 cresceu de 388 para 739 viagens/dia conforme a operação se estruturava. A semana 2 parte da média dos dias 06 e 07 (695 viagens) e cresce até o encerramento: 700, 760 e 800.
2. Cumprimento em recuperação parcial
As quatro causas de perda de registro foram tratadas entre os fins de semana. Mas apenas 553 dos 752 rastreadores voltaram a tempo da redistribuição de 10/09 — 73,5% do parque. Por isso a projeção usa 70%, 73% e 75%, e não os 82,7% do melhor dia.
3. Quilometragem proporcional
121,8 km rastreados por partida registrada na semana 1, aplicados linearmente ao volume projetado de cada dia.
4. Pátio no limite superior observado
O pico de 268 ônibus simultâneos de 07/09 é tratado como novo patamar, com crescimento contido até 300 — acima disso, a restrição passa a ser física, não de demanda.
5. Velocidade estabilizada
Entre 34 e 35 km/h, faixa observada da frota em movimento a partir de 05/09, depois do aquecimento do primeiro dia (28,4 km/h).
6. O que a projeção não cobre
Chuva, interdição de via, novo incidente de sistema e qualquer evento externo. A semana 1 teve chuva forte, bloqueio da guarda municipal e acidente no Túnel Acústico — nenhum deles é previsível.
8. O que ainda não está resolvido
Um relatório que só mostra o que funcionou não serve para decidir nada. Estas quatro frentes concentram o ganho disponível para a próxima operação.
8.1 Cobertura de rastreamento em campo Veículos chegaram aos pontos sem adesivo e sem rastreador vinculado em todos os dias. Na Tijuca de 06/09 a cobertura foi de cerca de 50% das viagens. Quando o veículo circula sem rastreador, o CCO perde a localização e fica cego para aquela operação.
O que fazer: colocar a distribuição e a logística reversa dos 752 rastreadores sob responsabilidade única e rastreável, com conferência por ponto no início e no fim de cada dia.
8.2 Logística reversa dos equipamentos Dos 752 rastreadores, apenas 336 voltaram até 09/09 e mais 217 até a tarde de 10/09. Rastreador não recolhido a tempo é rastreador indisponível para o dia seguinte — foi a principal restrição considerada na projeção da semana 2.
O que fazer: definir ponto de devolução, responsável nomeado e prazo contratual de recolhimento antes do próximo evento.
8.3 Dependência da plataforma Go2 A indisponibilidade de cerca de 2 horas em 07/09 impactou aproximadamente 46% das viagens do dia. Sem a leitura do QR Code pelo sistema do fiscal, a viagem não é vinculada e o CCO perde visibilidade.
O que fazer: acordar um procedimento de contingência aprovado pelas duas partes, para que a vinculação manual possa ser executada sem depender de decisão no calor da operação.
8.4 Conduta de direção ainda não conclusiva A telemetria bruta aponta 47 veículos com velocidade máxima instantânea acima de 100 km/h e 162 acima de 90 km/h. O painel da plataforma, que compara com o limite de cada trecho, registrou 2 infrações no período. São metodologias diferentes.
O que fazer: validar os picos brutos contra o limite do trecho antes de qualquer uso como indicador de conduta de motorista. Hoje o número não sustenta uma conversa com o profissional.
9. Conclusão
A operação parou de ser narrada e passou a ser observada.
Operadores que já haviam trabalhado em edições anteriores relataram não ter presenciado esse patamar de controle sobre os veículos em trajeto, nem essa rapidez em identificar os que saíam da rota. A diferença não está em ter menos ocorrência: está em saber, no momento em que ela acontece, qual veículo é, onde está e o que fazer.
Um ônibus fora do itinerário deixou de ser algo que se descobre depois. Um passageiro reclamando deixou de ser palavra contra palavra. E a diretoria passou a discutir a operação olhando para centenas de milhares de quilômetros rastreados, não para impressões de quem estava lá.
Antes do próximo evento Responsabilidade única sobre a logística dos rastreadores e contingência acordada para a indisponibilidade da Go2.
Na próxima edição Padronizar o relatório diário de ocorrências com placa, linha completa e local do desvio, para que a métrica fique comparável dia a dia.
No horizonte A plataforma já lista os passageiros de cada viagem pela bilhetagem. Falta consolidar essa captura no relatório, para cruzar entrega de frota com entrega de serviço.
Anexo — fontes e método
- Relatório Executivo de Operação — CCO e Monitoramento de Veículos, Operação Cidade do Rock, mobiONN, emitido em 10/09/2026.
- Painel Previsto × Realizado (Escala) da plataforma mobiONN, filtrado individualmente para os dias 04, 05, 06 e 07/09/2026.
- Planilha de velocidade média por veículo (fonte ta_historico_gps), 667 veículos rastreados no período.
- Planilha Desembarque — Cidade do Rock, fluxo do pátio reconstruído por GPS no raio de 500 m, 659 ônibus distintos.
- Relatório de Comprovação de Itinerário — rota Tijuca, 05/09/2026, com replay de telemetria e monitoramento do CCO.
- Base de viagens da grade Go2 (EffectiveDate 04 a 07/09/2026) e coleção km_diario do worker ONN.
- Guia do Operador da Plataforma Onn (Mobionn CCO), para a descrição de módulos e telas.
Nota sobre quilometragem: o Hub de Relatórios registra 191.121,2 km operacionais na semana 1, contra 177.051 km na série diária por linha. Este documento usa a série diária, por ser a única com granularidade por dia; a diferença entre os dois painéis está em apuração.
Nota sobre o fechamento de 04/09: o Hub de Relatórios exibe 311 de 374 viagens (83,2%) no recorte apresentado em tela, enquanto o consolidado usado neste documento é de 321 de 388 viagens (82,7%). A diferença corresponde ao filtro de empresa aplicado no painel.
Como citar
LONDON, Andre. Monitoramento inteligente da frota — Rock in Rio 2026. Crivum, 2026. Disponível em: https://crivum.org/p/3olinnwl.
London, A. (2026). Monitoramento inteligente da frota — Rock in Rio 2026. Crivum. https://crivum.org/p/3olinnwl
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